
A suspensão de cirurgias ortopédicas no Pronto-socorro de Rio Branco causou filas nos corredores das unidades de pacientes que aguardam pelo procedimento, segundo informou o Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC). Devido à situação, 13 pacientes foram transferidos nesta quinta-feira (11) para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC).
Conforme denúncia do sindicato, a empresa terceirizada responsável pelas cirurgias suspendeu os atendimentos após fim do contrato e retirou os equipamentos do centro cirúrgico da unidade. A informação foi confirmada pelo assessor jurídico do PS, Eduardo Lima Dávila Celestino.
Inicialmente, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) negou que os atendimentos estivessem suspensos e afirmou que há outras salas onde este procedimento pode ser feito.
“Com a entrada da nova empresa, houve esse momento de transição de cinco dias, que a empresa anterior tem para fazer a retirada do equipamento do centro cirúrgico e fazer toda essa transição com a empresa que agora irá assumir as cirurgias ortopédicas aqui do PS. Nesse exato momento, temos profissionais da nova empresa já atendendo e os equipamentos, pelo que nos foi passado pelo representante da empresa, já estão disponíveis e sendo encaminhados para o centro cirúrgico. Também será encaminhado um engenheiro para fazer a montagem desses equipamentos para que sejam retomadas as cirurgias o quanto antes”, informou o assessor
Os 13 pacientes que foram levados ao Into devem aguardar o fim da instalação dos equipamentos no centro cirúrgico do PS para então voltarem à unidade e fazerem a cirurgia. Eles devem ser avaliados por uma equipe de ortopedistas ainda no Into e só então vão passar pelo procedimento.
“Já foi encaminhada equipe para dar suporte a esses pacientes no Into, inclusive foi disponibilizada alimentação para eles, como deve ser feito, isso tudo justamente para que nesse momento de transição não haja superlotação do PS. Então, o Into serviu de suporte. A gente pede um pouco mais de calma, porque nesse momento de transição, tudo está sendo feito para retomada.
Daiele Albuquerque acompanha o esposo que foi transferido do PS de Rio Branco para o Into. Ela informou que o homem sofreu um acidente de moto e quebrou a clavícula e aguarda cirurgia. A mulher reclama que, no Into, os pacientes não podem ter acompanhante.
“Internaram ele e ficou no corredor com um monte de gente que já estava lá e os que foram chegando. Sempre naquela de que não tem previsão para a cirurgia. E ontem [quarta, 10] chegaram dando esperança dizendo que iriam fazer a cirurgia, que ia trazer para o Into para fazer a cirurgia. Hoje [quinta,11] de manhã foi esse caos, aqui dizendo pra gente se retirar, que não pode ficar acompanhante. Duas famílias foram embora para casa, desistiram. Eles precisam da gente para comer, tomar banho, ir ao banheiro, para tudo. Estamos aqui esperando e não tem cirurgia. Falaram que quando tiver vaga no PS, vão levar de volta ele para fazer a cirurgia”, reclamou a mulher.
g1






