
Mais uma vez o médico pediatra Rondney Brito, que trabalha no hospital regional do Juruá utilizou as redes socais para alertar os pais quanto a um novo surto de Coxsackie Vírus.
A doença é conhecida também como mão-pé-boca (HFMD, sigla em inglês) é uma enfermidade contagiosa causada pelo vнrus Coxsackie da família dos enterovirus. Eles habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade.
Na sua postagem o médico diz que não está conseguindo atender a demanda. “Infelizmente não consigo atender todas as crianças acometidas no momento por isso faço este alerta”, escreveu o pediatra.
Em seguida Rondney elenca vários pontos que precisam ser observado.
– Exantema viral causado pelo Coxsackie A16 ou, raramente, pelo enterovírus 71.
– Apresenta alta contagiosidade e a transmissão pode ser por via fecal-oral, respiratória e, também, pelo contato com o líquido das vesículas.
– O pródromo é breve, com febre baixa, inapetência(falta de apetite). Pode haver vômito e diarreia.
– As lesões caracterizam-se por erosões na cavidade oral, nas palmas e planta do pés.
– A maioria dos casos tem evolução benigna e autolimitada, com involução das lesões, em torno de 7 há 14 dias.
Tratamento :
-Estímulo à ingesta hídrica: Pode-se optar por líquidos frios ou gelados para alívio local e melhor aceitação.
Analgésicos, como paracetamol ou dipirona, e anti-inflamatórios, como profenid, para o alívio da dor e do desconforto causado pela febre e pelas lesões orais são bem indicados.
Antialérgicos como alegra é hidroxizina para prurido(coçeira)
Atenção para complicações como meningite ou encefalite, miocardite, paralisia flácida aguda e pancreatite.
Indicações de internação ou condução a atendimentos médicos:
-Criança que não consegue aceitar líquidos por via oral e complicações cardiovasculares ou neurológicas.
– Pode ser importante o afastamento da criança do ambiente de creche ou escola, principalmente aquela que estiver febril ou que não estiver bem para participar das atividades escolares. O distanciamento da criança da escola não previne a disseminação da doença, uma vez que o vírus pode se propagar em crianças que não estão apresentando sintomas.






