
Em uma carta escrita à mão, detentos do presídio Manoel Nery da Silva, em Cruzeiro do Sul, denunciam descumprimento dos direitos dos presos, tortura, truculência de policiais penais durante revistas e assistência médica de má qualidade. O documento traz ao menos cinco laudas.

Na carta, os detentos citam a Constituição Federal e alegam que os direitos deles não estão sendo assegurados. Em um trecho, eles falam de tortura e truculência dentro da cadeia. Dizem ainda que após agredidos os presos são privados de visitas ate que os hematomas desapareçam.
Além dos maus tratos, os detentos denunciam a precariedade no atendimento médico dentro da unidade prisional. Segundo a carta, falta mais humanidade dos agentes de saúde. Os presos chegam a citar nomes no manuscrito.

Em outro trecho da carta, os presos reclamam da superlotação e que alguns blocos estão tendo privilégios, como o uso de ventiladores e aparelhos de Tv, o que não ocorre nos blocos 7 e 8.
Outra reclamação diz respeito à falta de banho de sol. Segundo a carta os presos do bloco 7 e 8 já estão há quase um mês sem o beneficio o que vem causando problemas de pele. A carta, segundo os presidiários, é um pedido de socorro na esperança de que promotores de justiça e judiciário tomem providencias e investiguem as denúncias.
RESPOSTA DA DIREÇÃO DO PRESÍDIO.
A redação do juruá24horas entrou em contato com o diretor do presÍdio em Cruzeiro do Sul Elves Barros que
Segundo o diretor atualmente os blocos 03, 07, 08 não possuem aparelhos de TV e ventiladores, sendo que os blocos 7, 8 já foram construídos sem essa perspectiva, ou seja, foram projetados para não receberem tais aparelhos. “O bloco 7 e 8 tem uma especificidade. É que eles não foram projetados para receber equipamentos eletrônicos. É uma situação que já vem do próprio DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional) a respeito da não utilização de equipamentos eletrônicos nesses prédios. Já vem com a ventilação adequada, tamanho , altura, então não é permitido a utilização”, disse o diretor.
Com relação aos 30 dias sem banho de sol, Elves Barros disse que a suspenção foi por conta do baixo efetivo devido a paralização dos policiais penais, mas que o serviço já passa ser retomado a partir desta segunda-feira (13.12).
O diretor disse ainda que não tem informação com relação a agressões, porem todo e qualquer caso que chegar ao conhecimento da direção será investigado.







