
Um natal programado há meses para passar em família. Foi pensando assim que as irmãs Sonaia Silva e Silvia de Silva compraram no último dia 8 as passagens com destino a Marechal Thaumaturgo onde passariam o Natal com a mãe. A passagem de embarcação custou R$ 220. As seis pessoas da mesma família deveriam ter viajado na segunda-feira, 20. Mas os planos foram por água a baixo quando chegaram ao porto da cidade para o embarque.
A embarcação não tinha mais acentos para todos os membros da família. O responsável pelo o transporte propôs aos passageiros que sentassem em cadeiras de plástico no corredor do barco. As irmãs não aceiraram seguir viagem. Elas denunciam a falta de equipamentos de segurança como colete salva vidas e superlotação.

” Quando chegamos na lancha, a lancha estava lotada. Uma lancha grande lotadíssima. Não tinha local pra gente sentar. Eles ofereceram uma cadeira de plástico pra minha irmã e minha sobrinha de 6 anos irem no meio, no corredor e meu esposo também ia no meio em uma cadeira de plástico. Não tinha nenhum colete dentro da lancha e era visível que a lancha estava superlotada, tanto de pessoas como de carga”, disse Silvia Silva uma das passageiras.
Com o rio ganhando água e diante do eminente risco, as irmãs solicitaram à empresa o reembolso integral do valor pago, o que foi negado.
Insatisfeitas com a situação as jovens oficializaram denúncia na agência da Marinha do Brasil em Cruzeiro do Sul e procuraram também o Ministério Público.
“Nós já fizemos a denúncia na Marinha e procuramos também o ministério público porque foi muito desumano o que eles tentaram fazer, colocar uma criança no corredor de um transporte para fazer uma viagem de Cruzeiro do Sul a Marechal Thaumaturgo sendo mais de 10 horas”, desabafou Sonaia Silva.
A equipe do Juruá24horas tentou contato com os responsáveis pela embarcação, mas até o fechamento dessa matéria não obteve retorno.







