
Mesmo com 4.460 casos de malária, número de diagnósticos reduziu em 37% em Cruzeiro do Sul.
Em Cruzeiro do Sul o número de casos de malária teve uma redução de 37%, comparando 2020 e 2021, mas, mesmo assim, o município ainda registrou no ano passado mais de 4 mil casos da doença. Em 2020 foram mais de 7 mil diagnósticos positivos. Em 2021 foram 4.460. A coordenação de vigilância entomológica afirma que desenvolveu ações estratégicas para diminuir os números.
O resultado, segundo Leonísio Messias, coordenador do setor, é fruto do trabalho forte de atuação realizado pelos agentes de endemias no combate à doença. Ele destaca que o município passou a atuar nos pontos com maior número de casos para evitar a transmissão da doença.
“As ações foram intensificadas. Em 2021 tivemos a maior redução de todos os anos anteriores nos dados de malária. Estávamos e estamos com as equipes empenhadas com as ações fortalecidas a cada dia e o que a gente pede a população é que cada vez mais colabore com os trabalhos ouvindo as orientações dos agentes. Recebam os agentes em suas casas, tomem a medicação de forma correta nos casos que derem malária para quebrar a cadeia de transmissão e assim a gente tenha cada vez mais redução.”

Assim como em outras regiões amazônicas a doença sofreu mudanças no padrão epidemiológico deixando de ser algo especifico da área rural acometendo também moradores da área urbana. Mesmo comemorando os resultados, o município ainda tem muito trabalho para chegar a números aceitáveis da doença transmitida pelo anofelino, que é uma das patologias mais presentes em diversas regiões da Amazônia.
”É um momento que nós precisamos ter cautela e o maior cuidado. Como moradores, precisamos cuidar do nosso quintal, eliminando os depósitos de água que são possíveis criadouros, a caixa d’água verificar se está bem tampada, o lixo que está no quintal. Um copo descartável jogado pode se tonar um criadouro, uma pequena tampinha de garrafa, porque nesse período que chove bastante, todo pequeno depósito que às vezes a gente não dar importância pode se tornar um criadouro”, concluiu Leonísio Messias.
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