VÍDEO: No Acre dentista é flagrado dando socos e chutes na ex-mulher em posto de gasolina

Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que uma mulher é agredida a murros pelo marido dentro da conveniência de um posto de gasolina, em Rio Branco. A

Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que uma mulher é agredida a murros pelo marido dentro da conveniência de um posto de gasolina, em Rio Branco. A vítima é a assistente social Mikaelle Cunha, de 42 anos, que leva vários socos e chutes do marido, o dentista Jucélio Júnior Trindade, de 27.

Conforme o relato da assistente social a equipe de reportagem, as agressões ocorreram por ciúmes porque Trindade não aceita o pedido de separação. Ela conta que o marido pegou o celular dela e a acusou de traição. O caso ocorreu no último domingo (16), mas as imagens começaram a circular nas redes sociais já no final da semana.

No vídeo, é possível ver o momento em que o homem sem blusa entra na conveniência e logo depois a mulher vai atrás, os dois gesticulam com as mãos, ela faz um movimento na tentativa de pegar o celular e ele vira de costas.

Os dois continuam a discutir e ele empurra a vítima e é possível ver ele fazer diversos movimentos de socos e chutes contra a vítima. Um grupo de cinco homens aparece nas imagens, mas ninguém separa a briga ou ajuda a mulher.

Os dois casaram em novembro do ano passado após um namoro rápido. A vítima contou que em outro momento acordou com ele mexendo no celular dela e apagando os contatos da agenda, além de questionar quem eram os contatos.

Mikaelle pediu a separação por causa do comportamento agressivo do marido que estava acusando-a de traição.

“Ele diz que apanhei porque estava traindo ele. A gente já estava separado. Casamos dia 21 de novembro e no casamento já percebi que ele tinha alguns distúrbios, uma insistência para casar e eu não entendia. Falou que o sonho da vida dele era uma pessoa como eu. Depois de casada, ele me falou que tinha um relacionamento de oito meses com uma moça e terminou com ela para ficar comigo e só contou depois de casados”, relatou.

‘Vou pagar pelo o que fiz’

Trindade negou qualquer comportamento agressivo antes dos fatos e contou que nunca tinha feito nada semelhante e que nada justifica as agressões, descrevendo o que aconteceu porque se descontrolou.

“Nada justifica e quero pagar pelo que fiz, mas tem muita informação que não aconteceu. Me descontrolei, vendo o vídeo, não me reconheço, só que tentando me defender, fui além. Vou pagar pelo que fiz”, disse.

Com o passar do tempo após o casamento, a vítima disse que foi percebendo inconstâncias no marido, como o fato de dormir apenas com uso de medicação, ter ansiedade. E então falou que não aceitaria viver com ele daquela forma porque não conseguia dormir.

“Uma certa madrugada, acordei e ele estava sentado na poltrona mexendo no meu telefone e estava simplesmente deletando todos os meus contatos e perguntando quem era fulano, quem era tal homem, tal mulher. E falei que eram meus pacientes e não tinha nada a esconder, e se tivesse meu telefone teria senha. Disse que não queria mais. Procurei um psiquiatra, contei a situação e ele disse para sair do relacionamento antes de que morresse. E fui até a casa da mãe dele para conversar e falar sobre o divórcio. Ele chorou, tentou me segurar pelos meus braços e não me deixava sair”, relembrou.

Depois do episódio, Mikaelle disse que ele foi até a casa dela para conversarem mais uma vez e sem chegar a um consenso, ele foi embora, mas ela deu carona a Trindade, foi quando parou no posto para abastecer. Nesse momento, relatou que ele pegou o celular e desceu do carro.

“Ele veio pegar uns documentos e pediu pra conversar e começamos a conversar normalmente e ele pediu meu telefone e perguntei porque queria meu telefone. Falou: ‘aposto que nesse período você teve vários contatos com vários homens’. Começou a gritar e me xingar, dizer que estava traindo. Pedi pra ele sair da minha casa. Ele saiu e ia a pé, então mandei entrar no carro que ia deixar na casa da mãe dele e parei no posto para abastecer. Ele pegou o telefone e desci atrás, e pedia o telefone e ele começou a me xingar, depois me enforcou, bateu minha cabeça diversas vezes e eu chorando pedia que não fizesse aquilo porque tenho uma filha para criar, chorando e gritando. Tinha umas 15 pessoas e ninguém ajudou”, relembrou.

g1

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