
Seu José Coelho é catraieiro há 26 anos. Ele mora as margens do Rio Juruá desde Criança. Apesar de ter muita experiência com a alagação, ele que todos os anos quando o Rio começa a encher, já fica apreensivo em saber se a água vai invadir a casa dele ou não.
O catraieiro contou que na alagação do ano passado chegou a perder todos os móveis, E Esse ano temendo prejuízo já se desfez da criação de galinhas que ele matinha no quintal.

No final da tarde de segunda-feira, o rio que apresentava sinais de vazante, marcava na régua 11 metros 81 centímetros. Nesta terça-feira o rio já amanheceu marcando 12 metros e 8 centímetros, e seguiu o dia enchendo com uma média 4 centímetros por hora.
Na cidade de Marechal Thaumaturgo, o rio Juruá que estava vazando, também voltou a encher. Em Porto Walter em 24 horas o rio encheu mais de 2 metros.

Os outros rios da região como o Moa, Juruá Mirim e Rio Liberdade também estão com muita água o que contribui para que o Juruá ganhe força.
Apesar do Rio Juruá ainda não ter atingido a cota de transbordamento, que é de 13 metros, a defesa civil municipal e corpo de bombeiros seguem com o plano de contingência pronto para ser executado.
José Lima, coordenador da defesa civil, explicou que, se necessário, as premiras 40 famílias que forem retiradas serão beneficiadas com o aluguel social.







