
A Justiça do Acre considerou o réu Willyan Cordeiro da Silva, acusado de matar a facadas o padrasto Hudson Matias da Silva e ferir a própria mãe em janeiro de 2020 no bairro Calafate, em Rio Branco, inimputável e o absolveu dos crimes. A decisão é da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca da capital acreana.
A juíza responsável pela sentença, Luana Campos, determinou o cumprimento de medida de segurança de internação pelo período de dois anos na ala de saúde mental do Complexo Prisional de Rio Branco.
“Os inimputáveis estão sujeitos à medida de segurança no termo 97 do Código Penal. As medidas de segurança são duas conforme artigo 96 do Código Penal: Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em outro estabelecimento adequado e; tratamento ambulatorial”, destaca a magistrada na decisão.
O advogado do acusado, Walter Neves, disse que essa era a decisão que a defesa buscava. “O Willyan é réu confesso, então, não teria como evitar uma condenação, e ele realmente precisa desse tratamento psiquiátrico em internação por enquanto”, disse.
Depoimento
Em depoimento, o rapaz alegou que não tinha a intenção de matar o padrasto, mas perdeu o controle do corpo e ouvia vozes ordenando ele a praticar o crime. Ele também não recordava quantas vezes feriu as vítimas.
“Eu comecei a ouvir vozes dizendo que iam me ajudar, dizendo que era para eu me matar, e aquilo foi me perturbando, não foi na hora, já estava com alguns dias. Já tinha acontecido o primeiro caso com minha mulher, que comecei a ouvir umas vozes, com ele foi do mesmo jeito, mas eu não tive a intenção de fazer isso”, contou.
Willyan da Silva também descreveu como era o relacionamento com a vítima. “Eu me dava bem com o Hudson, nós estávamos construindo um quarto para mim, ele nunca cobrou que eu procurasse um trabalho, sempre me ajudou, sempre esteve comigo, era uma boa pessoa, eu não tinha motivo para fazer isso. Minha mãe entrou no meio e sem querer eu desferi a facada nela”, argumentou.






