Impossibilitado de caminhar, seu João pede ao governador Gladson Cameli uma cadeira de rodas motorizada.
Já são quase 50 anos sofrendo. A primeira picada aconteceu quando o seringueiro tinha apenas 9 anos. Ao ajudar os irmãos mais velhos na capina de uma estrada de seringa, João Martins, ainda criança, acabou sendo picado por uma serpente venenosa.
A picada fez com que Martins tivesse a perna direita amputada, causando sofrimentos não só físico, mas também psicológico.
“Nessa época, em Cruzeiro do Sul, era tudo muito difícil. Aqui não fazia nem se quer uma transfusão de sangue. Então, tive que ser transferido para Rio Branco. E o pior veio, a notícia de que minha perna teria que ser tirada”, contou seu João.

O tempo foi passando, seu João buscava se adaptar à nova realidade. Os afazeres diários se tornaram mais difíceis, agora com apenas uma perna. E foi tentando ganhar a vida que ele voltou a ser picado por uma cobra.
Aos 19 anos, dessa vez colhendo seringa, João Martins pela segunda vez foi picado por uma serpente venenosa na região do tornozelo. Já sem uma perna, o seringueiro teve que enfrentar outro acidente envolvendo uma serpente.
Dessa vez ele não teve a perna amputada, porém a ferida nunca sarou. Já são quase 40 anos sofrendo com uma ferida que não fecha. “Não é fácil. Hoje sou aposentado, ganho um salário mínimo e gasto todo mês mais de 300 reais com remédios só para tratar a ferida. E o meu medo é de perder a única perna que tenho. O médico que fez o atendimento me proibiu de andar e disse que como estou ficando velho, a tendência é piorar e se eu continuar insistindo em andar, forçar essa perna, ela corre o risco de ser amputada também”, lamentou o idoso.
Morando não Bairro Cruzeirinho, em uma região com muitas ladeiras, seu João não consegue mais sair de casa. Ele lamenta a situação e diz que sente muita saudade e necessidade de ir ao centro da cidade. Aos 69 anos o sonho do agricultor é possuir uma cadeira de rodas motorizada. Para ele adquirir o bem seria ter de volta a liberdade.
Sem ter condições financeiras de comprar a cadeira motorizada, o homem passou a apostar na solidariedade do próximo. Ele utilizou a redes socais para implorar ao governador Gladson Cameli e a outros políticos por uma cadeira de rodas motorizada.
“Tenho medo de forçar a minha perna e ficar pior do eu já estou. Por isso eu peço, encarecidamente, ao Governador Gladson Cameli, sei que ele é uma pessoa boa, que gosta de ajudar muito as pessoas, que me ajude com a cadeira, eu não tenho como comprar. Eu peço a qualquer político, deputado federal, senador. Quem puder me ajudar. Eu agradeço e Deus irá recompensar”, disse o aposentado.






