
Em 2021 foi identificado pela primeira vez a presença da Monilíase no Brasil, sendo dois focos na área urbana de Cruzeiro do Sul. Em seguida foi identificado pelos profissionais um novo ponto de contaminação em Mâncio Lima. Os dois de Cruzeiro do Sul foram eliminados assim que descobertos.
O de Mâncio Lima, por estar mais acentuado, foi realizado um serviço sob coordenação do Ministério da Agricultura que trouxe vários profissionais de outras agência estaduais de defesa Agropecuária para compor a equipe do IDAF.
Chegaram à região do Juruá cerca de 100 Agrônomos dessas agências, 12 auditores federais do MAPA, homens do exército, servidores da prefeitura de MÂNCIO LIMA e profissionais da SEPA. Ano passado foram eliminadas cerca de 2 mil árvores e colhidos mais 13 mil frutos contaminados com Monilíase.
Em 2022, a coordenação da ação foi repassada para o IDAF que teve um reforço no quadro de funcionários com a convocação dos aprovados no concurso. As atenções se voltaram para Cruzeiro do Sul, pois foram encontrados focos secundários próximos aos dois que tinham sido eliminados ano passado. Nos bairros da Cohab e São José. Esse ano já foram podadas cerca de 800 árvores e colhidos mais de 3 mil frutos com sintomas.
A dinâmica da ação de erradicação se dá da seguinte forma. Quando se encontra um foco (uma residência com plantas doentes) é feito uma varredura num raio de 300m desse foco. Eliminando plantas hospedeiras para evitar futuras contaminações.
Os esporos da Monilíase podem ficar viáveis no ambiente por até 9 meses. E demoram 3 meses para manifestar os sintomas nos frutos contaminados. Nos monitoramentos que foram feitos em maio, não foram identificados nenhum sinal da doença, mas já no mês de julho foram detectados mais frutos doentes e a equipe do IDAF voltou a realizar as podas e orientando a população.
Por meio da presidência do IDAF foram contratados 10 servidores terceirizados para ajudar na ação de erradicação. A Monilíase não causa mal nenhum à saúde humana, mas em compensação, não é possível aproveitar nada dos frutos doentes.
A questão econômica é a principal preocupação pois como os esporos podem sobreviver por até 9 meses, é arriscado demais não realizar o serviço, pois podem ser levados pelo vento, na roupa das pessoas, sacarias de produtos (farinha, café, etc…). Por isso, a equipe segue com as ações de combate intensificadas antes que venha uma nova safra de cupuaçu.
Estados como Bahia, Rondônia, Amazonas, Pará e Espírito Santo têm acompanhado de perto a situação, pois são grandes produtores de cacau e dependem do trabalho contínuo do IDAF para que não haja nenhum perigo das lavouras de lá serem contaminadas, já que a Monilíase pode acabar com 100% da produção do cacau e cupuaçu.






