AC teve aumento de 31% nos casos de hanseníase em 2022 e ações de ‘Janeiro Roxo’ reforça prevenção

No decorrer do mês de janeiro, a Secretaria de Saúde do Acre está fazendo diversas ações e mobilizações para reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase, doença de

No decorrer do mês de janeiro, a Secretaria de Saúde do Acre está fazendo diversas ações e mobilizações para reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce da hanseníase, doença de pele transmissível que era conhecida como lepra antigamente. A campanha é conhecida como ‘Janeiro Roxo’ e serve para difundir informações e desfazer preconceitos.

Ano passado, conforme dados do Programa de Controle da Hanseníase da Sesacre, as equipes notificaram 143 novos casos de hanseníase no estado. Em 2021, as notificações eram menores, 109, e em 2020 ainda mais baixo, sendo 86.

“A gente não considera que aumentou o número de casos, consideramos que teve uma melhora no serviço, na busca ativa após a pandemia”, afirma a responsável técnica do Programa de Controle da Hanseníase, Recleides Darub.

O principal sintoma da hanseníase é mancha mais clara que surge na pele, seguida de dormência. É quando o paciente deve procurar o serviço de saúde. “A hanseníase é atendida em qualquer unidade básica de saúde, tem cura, o tratamento é de seis meses a um ano e as pessoas ficam perfeitamente normais se forem tratadas no início”, destaca Recleides.

Este ano, servidores das unidades de saúde do Estado foram mobilizados para fazer campanha educativa, junto com os municípios, oferecer palestras e oficinas presenciais e online sobre a campanha.

Haverá ainda o Dia D de mobilização, que será na Casa de Acolhida Souza Araújo, na BR-364, em Rio Branco, no dia 30 deste mês, às 9h. Já no dia 31, as equipes de saúde vão estar no Terminal Urbano de da capital acreana entregando panfletos e orientando as pessoas sobre a doença.

No Acre, Campanha ‘Janeiro Roxo’ alerta para importância de detecção precoce da hanseníase

Na vida do aposentado Leandro Barbosa, lutar contra o preconceito sempre foi importante. Ele contou à equipe da Rede Amazônica Acre que descobriu a doença quando tinha 7 anos e seus dois irmãos também foram contaminados.

Os três, além da mãe, foram abandonados pelo pai logo que receberam a confirmação da hanseníase. “A gente que viviu naquela época, todo mundo que tinha hanseníase sofria preconceito. Agora, hoje, vivo tranquilo”, relembra.

g1

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