Um grupo de 27 turistas brasileiros segue retido no Peru em meio a protestos violentos. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) iniciou uma ação para resgatar o grupo, e nesta quarta-feira (11), chegou a anunciar que o resgate havia sido realizado, com participação de membros do Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira (GGIF) da Sejusp. Porém, a tentativa de deslocamento foi frustrada por novos bloqueios na região.
A Sejusp anunciou que o grupo sairia do território peruano em sete veículos, através da fronteira de Iñapari com Assis Brasil, no interior do Acre. Segundo a secretaria, há crianças e idosos no grupo.
O secretário adjunto de Segurança Pública, Coronel Evandro Bezerra, afirmou que as autoridades acreanas seguem em contato com a polícia peruana, e que os turistas estão alojados em segurança.
“Inicialmente, eles se deslocaram até Puerto Maldonado, mas houve um novo bloqueio e a Polícia Nacional Peruana achou por bem retornar aonde eles ficariam em segurança, haja vista os protestos intensos. Foram alojados num hotel, no aguardo de um momento oportuno”, explicou.
O secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, coronel José Américo, informou ao site oficial do governo que o GGIF intermediou a operação com as autoridades peruanas assim que obteve informações sobre a situação dos brasileiros.
“A nossa maior preocupação era resguardar a integridade física dessas pessoas em meio à situação de instabilidade que passa o país vizinho”, ressaltou.
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Os viajantes ficaram impedidos de deixar o país por conta de protestos após a prisão do ex-presidente Pedro Castillo, que em alguns locais resultaram em confrontos entre os manifestantes e forças de segurança. No último mês de dezembro, parte dos integrantes do protesto tentou invadir um aeroporto de Cusco, que acabou sendo fechado temporariamente, e o serviço de trem entre a cidade e Machu Picchu também foi suspenso.
De acordo com a Sejusp, integrantes da Polícia Nacional Peruana mantiveram contato informando sobre a situação dos brasileiros e garantindo a segurança dos turistas brasileiros enquanto permanecessem no país andino.
Segundo Coronel Bezerra, há rondonienses e amazonenses entre o grupo, mas ainda não há informações da presença de acreanos. “A intenção maior é retirar todos, independente da origem, para que voltem para suas famílias”, destacou.
g1






