A rebelião no presídio Manoel Neri ocorrida na última segunda-feira, 02, ainda está deixando vários efeitos colaterais nas pessoas envolvidas no motim. Durante a revolta que ainda não teve seu motivo elucidado, mais de 10 celas foram destruídas. A direção da unidade acredita que os apenados utilizaram garrafas pet com água e pedaços de ferro para danificar as celas.
Gleisson da Silva, José Evair, José Mourão e Paulo Roberto foram apontados pela direção como cabeças do movimento e já foram transferidos para Rio Branco. No entanto, alguns familiares procuraram o Juruá 24 Horas para fazer um apelo às autoridades e pedir que a medida fosse revogada.
“Estamos fazendo um apelo para que essa decisão seja anulada. Como iremos visitar nossos parentes? Muitas vezes eles precisam de nós para receber um remédio, uma roupa, um lanche no final de semana e não existe a mínima condição de estarmos em Rio Branco, nem que seja uma vez ou duas por mês. Pedimos ajuda do governador e de outras autoridades que tragam eles de volta. Não é justo que isso aconteça. Remédios, roupas e outros itens de higiene pessoal são necessários e com eles em Rio Branco isso fica impossível”, lamenta a parente de um apenado que não quis se identificar na reportagem.
De acordo com o Diretor Elves Barros, as celas estão em processo de obras e revitalizações e não existe um prazo para que a obra fique pronta.
“A obra ficará pronta o mais rápido possível. A motivação da rebelião ainda está sendo investigada pelos órgãos responsáveis”, disse o gestor.
Redação Juruá24HORAS






