Grupo de 10 detentas do presídio Guimaraes Lima em Cruzeiro do Sul, participou do curso ‘Costureiro de Confecção em Série, Malha’, oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), dentro do presídio.
O diretor da unidade penal, Elvis Barros explica que a iniciativa possibilita uma nova oportunidade de reinserção das detentas na sociedade. “Os cursos ajudam a melhorar a formação profissional das internas, já que a maior parte delas, depois de sair da prisão, enfrenta a falta de estudo e o preconceito, temos ainda o benefício de remissão de pena”, disse.
As aulas tiveram a duração de 15 dais. Esse é primeiro curso oferecido pelo SENAI dentro da unidade e só foi possível devido a pareceria entre a FIEAC, o SENAI/AC e o IAPEN.
“Essas mulheres não tinham nenhuma oportunidade de se profissionalizar e remir suas penas. A cooperação entre as instituições e as malharias locais, que doaram os insumos necessários para a aplicação do curso, tratam uma perspectiva de cidadania e futuro para essas mulheres”, citou a representante da FIEAC em Cruzeiro do Sul, Janaina Terças.

Uma das participantes do curso, identificada apenas como L., de 27 anos, falou da satisfação em ter participado e concluído a capacitação. “Antes de vir para cá eu vendia droga, e agora tenho a possibilidade de recomeçar minha trajetória com uma profissão. Gostei muito do curso, pois, é fundamental termos nosso tempo preenchido com atividades que possam nos ajudar a ter um recomeço digno e que nos mantenham a fé em novas conquistas”, ressalta.
Mas a parceria não para por aí. A FIEAC, a secretaria da mulher, e o IAPEN, firmaram nova parceria, onde será feira a doação de cinco mil camisas para serem customizadas pelas detentas, o que vai dar mais confiança e aprimoramento na hora de colocar em prática tudo aquilo que aprenderam no curso.
“Com essas 5 mil camisas elas vão se aperfeiçoar mais na nova profissão e ficar menos tempo atrás das grades. Após a customização, as camisas retornam à Secretaria da Mulher para serem utilizadas nas ações desenvolvidas pela pasta. Há também a possibilidade de empresas privadas locais poderem firmar parcerias com o IAPEN, para utilizar essa mão de obra qualificada, a exemplo de outros Estados do Brasil”, pontuou Janaina.

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