Segundo um relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o estado do Acre apresentou a maior média de gastos mensais por preso no Brasil. Em março, cada detento custou em média R$ 2.852,16, o que representa um valor 41,94% maior do que a média nacional de pouco mais de R$ 2 mil.
Os custos incluem despesas relacionadas às necessidades básicas dos detentos, salários dos servidores, serviços de transporte, tecnologias e custos envolvendo penas alternativas. No mês de março, o sistema penitenciário do Acre demandou mais de R$ 23,2 milhões dos cofres públicos, abrigando uma população carcerária de 8.143 detentos.
Comparando os dados entre os nove estados analisados, o Acre apresentou o maior valor por preso, enquanto o Paraná teve o menor custo médio, de R$ 1.419,96 por detento.
O relatório também revelou que o custo médio por preso no Acre teve um aumento de 78,8% entre janeiro e março deste ano. Em relação aos meses anteriores, março registrou o maior valor médio dos últimos 14 meses no estado, superando os R$ 4 mil por detento.
Do total gasto no mês de março, mais de R$ 13,4 milhões foram destinados a despesas com pessoal, como salários dos agentes penitenciários e encargos relacionados. Outros R$ 9,7 milhões foram utilizados para cobrir despesas diversas, incluindo transporte, material de limpeza, água, luz, telefone, itens de higiene, alimentação, atividades educacionais e recursos de saúde, entre outros.
Apenas com o monitoramento eletrônico de presos na capital, Rio Branco, o estado gastou mais de R$ 4,6 milhões em março. No total, 1,6 mil detentos estavam em condição de monitoramento eletrônico durante aquele mês.






