As escolas da rede municipal de Cruzeiro do Sul permanecem com os portões fechados e sem alunos há mais de 20 dias, devido à greve dos professores. Os educadores reivindicam um reajuste salarial de 14%, buscando equiparar seus vencimentos ao piso nacional do magistério.
O presidente do núcleo do SINTEAC em Cruzeiro do Sul, Pedro Lima, destaca a importância do reajuste salarial para os professores. Segundo ele, a categoria está determinada a lutar por seus direitos.
“A proposta apresentada não contempla o pessoal de apoio, e esse foi um dos motivos para não ser aceita. Entrados unidos e vamos sair dessa greve unidos”, disse Pedro.
Em uma nova reunião realizada na manhã desta quarta-feira, o comando de greve discutiu os próximos passos a serem tomados pela categoria. Pedro Lima, novamente, reforçou a união e a mobilização dos professores em prol de suas reivindicações.

Diante da negativa dos professores em aceitar a proposta apresentada pela prefeitura, o secretário municipal de Educação, Amarísio Saraiva, voltou a se reunir com a procuradoria do município. No entanto, Amarísio afirma que não há mais o que oferecer além do que já foi apresentado na segunda proposta.
“Diziam que não tinham propostas, agora apresentamos duas, mas a categoria decidiu permanecer em greve. O prefeito foi bem sincero com o sindicato, mostrou os números, a equipe de negociação tem conhecimento da realidadea. Infelizmente nós já oferecemos tudo que tínhamos, essa proposta é o nosso limite, não temos uma terceira proposta para apresentar”, enfatizou o secretário.
A greve dos professores em Cruzeiro do Sul continua sem previsão de término, deixando as escolas municipais sem atividades e os mais de 11 mil alunos sem aulas. A categoria aguarda uma nova rodada de negociações com a prefeitura, buscando uma solução que atenda às suas demandas salariais.
O Jurua24horas.com continuará acompanhando de perto o desenrolar dessa greve e trará atualizações assim que houver novas informações disponíveis.
jurua24horas






