O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), promoveu ações de prevenção, controle e erradicação da Monilíase, uma doença que afeta os frutos do cacaueiro e do cupuaçuzeiro em qualquer fase de desenvolvimento, podendo causar perdas de até 100% na produção.
Causada pelo fungo Moniliophthora roreri, essa praga está presente em todos os países produtores de cacau na América Latina. No Brasil, foram identificados recentemente focos da doença no Acre e no Amazonas, o que deixou o país em estado de alerta.
No Juruá, a equipe do Idaf realizou trabalhos de educação sanitária em escolas da rede pública, envolvendo alunos, professores, cooperativas e produtores rurais. O objetivo dessas atividades foi instruir agricultores e produtores, além de disseminar informações sobre os riscos da propagação da Monilíase nas plantações.
A poda e a coleta dos frutos são as medidas mais eficazes no combate a essa doença. Por isso, são adotadas algumas medidas de controle, incluindo legislativas, genéticas, culturais e químicas.
“Sobretudo, o fungo afeta os frutos mais jovens, que, quando contaminados, deformam, apresentam manchas escuras e liberam um pó que é facilmente disseminado pelo vento e por meio de materiais contaminados, como plantas, roupas, sementes e embalagens”, explicou Sandra Teixeira, Coordenadora Estadual de Educação Sanitária Vegetal do Idaf.
“É crucial que todos os envolvidos na cadeia produtiva do cacau e do cupuaçu tenham conhecimento e compreensão do risco representado por essa praga, bem como das medidas para sua prevenção, contribuindo para a adoção de boas práticas de biossegurança”, ressaltou Altemar Pereira, Coordenador Estadual de Combate à Monilíase.
Essas atividades são de extrema importância para a cadeia produtiva do cacau e do cupuaçu, proporcionando maior segurança ao mercado e incentivando investimentos no setor produtivo.
“É um trabalho muito importante, realizado por profissionais altamente qualificados e comprometidos em fornecer aos produtores rurais o conhecimento necessário para o manejo das plantas afetadas pela doença. Desde que o Idaf veio à minha propriedade, as plantas estão lindas novamente e nossa produção está a todo vapor”, afirmou Valdir Nascimento, produtor rural em Mâncio Lima.







