A aldeia Apiwtxa, localizada na região do rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, enfrenta um surto de síndrome gripal que tem afetado os indígenas Ashaninka. Em resposta à situação, uma equipe do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do alto Juruá está acompanhando e monitorando a situação.
Na última quarta-feira, dia 21, cinco moradores do município de Marechal Thaumaturgo precisaram ser transferidos via Tratamento Fora do Domicílio (TFD) para o Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Dentre os pacientes, quatro são crianças indígenas da aldeia Apiwtxa, com idades de 1 mês, 3 meses, 9 meses e 1 ano.
Tanto a Secretaria de Saúde Municipal quanto a Estadual estão oferecendo apoio à comunidade. A equipe estadual de saúde tem acompanhado e monitorado a situação entre o povo Ashaninka desde segunda-feira, disponibilizando viaturas do SAMU e aeronave do TFD, com equipes em alerta, conforme relatou Diani Carvalho, chefe da Coordenação Regional de Saúde.
O secretário de saúde de Marechal, Maricelso Firmino, informou que muitos pacientes têm buscado atendimento na unidade mista do município, e ações estão sendo implementadas para conter o surto que afeta a região. “Já vacinamos mais de 12 mil pessoas, o que representa cerca de 80% da população, e isso tem ajudado bastante”, afirmou o secretário.
Milena Lopes, coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), destacou que o estado tem fornecido todo o apoio necessário dentro da aldeia e que, até o momento, as quatro crianças indígenas transferidas apresentam um quadro clínico estável. Ainda não se sabe qual vírus está circulando na aldeia Apiwtxa, mas diversos casos de síndrome respiratória aguda têm sido registrados.
A equipe do Juruá 24 Horas continuará acompanhando e atualizando a população sobre o surto de síndrome respiratória aguda na aldeia Apiwtxa e as medidas tomadas pelas autoridades de saúde.

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