Uma operação conjunta envolvendo homens da polícia militar, polícia civil, servidores do judiciário, defensoria pública e ministério público resultou no cumprimento de pelo menos cinco mandados de prisão. Os alvos eram pais que não estavam cumprindo com a obrigação de pagar a pensão alimentícia de seus filhos.
Na última quinta-feira, foram efetuadas prisões em Cruzeiro do Sul, totalizando cinco mandados cumpridos. Mais 15 mandados serão executados até a próxima semana na cidade. Na região do Juruá, pelo menos 60 mandados estão programados para serem cumpridos na semana seguinte.
Os mandados de prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia estavam pendentes desde meados de 2017, o que gerou um grande número de pessoas com dívidas perante a justiça. João Augusto Câmara, defensor público, explicou as razões por trás da demora no cumprimento.
Segundo o defensor público, a conjuntura desfavorável, incluindo fatores como a pandemia e conflitos entre facções, dificultava a execução dos mandados. Ele também mencionou a falta de treinamento específico e de recursos adequados para os oficiais de justiça realizarem as prisões civis.
João Augusto Câmara também destacou que essa ação conjunta, que teve início na última quinta-feira, se tornará um procedimento rotineiro, realizado quando necessário. Ele ressaltou que a mensagem a ser transmitida é clara: o período em que a falta de pagamento de pensão alimentícia não tinha consequências chegou ao fim. A partir de agora, aqueles que não cumprirem com essa obrigação serão conduzidos à penitenciária Manuel Nery.
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