José Oliveira do Nascimento, conhecido como Zeca da Casa de Farinha, da comunidade Alto Pentecoste, compartilhou suas experiências e as vantagens de uma casa de farinha automatizada em comparação com a produção artesanal. Ele enfatizou os benefícios significativos que essa inovação trouxe à produção.
“Meu objetivo aqui foi mostrar para os cruzeirenses e para todos na região a casa de farinha automatizada, que reduz a mão de obra do produtor. Vou fazer um comparativo: antes, na produção tradicional, eu fazia 10 sacas de farinha com 8 pessoas, começando às 1 da manhã. Hoje, com essa automatização, eu começo às 6 da manhã, tomo meu café, e às 4 da tarde já tenho tomado banho e já tenho produzido 25 sacas de farinha.”
José também destacou como a automatização agrega valor ao produto. “Antes, para produzir uma saca de farinha tradicional, custava em torno de R$ 120 a R$ 130. Com uma casa de farinha automatizada, esse custo cai para R$ 70. Precisamos de mais apoio, aquele que eu não tive antes. Agora, já temos algum apoio. Nosso objetivo é mostrar às autoridades competentes, seja no setor público ou privado, que eles devem investir mais no pequeno produtor e trazer desenvolvimento para suas comunidades e cooperativas.”
Ele também enfatizou a eficiência da produção automatizada. “Em uma casa de farinha artesanal, levaria um mês para produzir a mesma quantidade que produzo em 10 dias. Tradicionalmente, levaria cerca de 400 diárias para produzir uma saca de farinha, mas com a automatização, eu consigo fazer 25 sacas em quatro dias. Isso é uma grande vantagem.”
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