As abelhas desempenham um papel crucial na vida dos seres humanos no planeta, que vai muito além da produção de mel. Ao pousarem de flor em flor para coletar néctar e pólen, esses insetos realizam a polinização, garantindo a produção de vegetais, frutos e sementes. No entanto, fatores como mudanças climáticas, aquecimento global e uso indiscriminado de produtos químicos na agricultura ameaçam a sobrevivência desses insetos.
Márcia Portugal, coordenadora estadual de Pequenos Animais da Emater-MG, alerta sobre as consequências da redução drástica na população de abelhas no mundo. “Com a extinção das abelhas, em quatro ou cinco anos teríamos uma queda quase total da produção de alimentos. Algumas culturas já sentem um decréscimo de produção, devido à redução da população desses insetos”, explica.
A especialista da Emater-MG cita uma extensa lista de culturas agrícolas dependentes da polinização natural (entre 40% e 100%). Abacate, abóbora, acerola, ameixa, amêndoa, baunilha, carambola, castanha-do-pará, cereja, cupuaçu, damasco, framboesa, goiaba, guaraná, kiwi, macadâmia, maçã, maracujá, melancia, melão, pêra, pêssego e urucum são alguns exemplos.
De acordo com a Food and Agriculture Organization (FAO), órgão das Nações Unidas para a alimentação e agricultura, as abelhas são um elemento imprescindível para a segurança alimentar. A FAO estima que 85% das plantas com flores dependem dos polinizadores. Mais de 75% de todas as plantações de alimentos do mundo dependem da polinização natural.
Márcia Portugal explica que é possível fazer a polinização artificial com várias técnicas. “Mas o maior problema é a mão de obra, pois é cada vez mais escassa no campo e o custo de produção fica muito alto”, ressalta.
Entre as principais ameaças para as abelhas e outros polinizadores naturais estão as mudanças climáticas (como o aquecimento global). A conscientização sobre a importância das abelhas e a necessidade de protegê-las é fundamental para garantir a segurança alimentar do planeta.






