O trágico acidente aéreo que matou 12 pessoas em Rio Branco no dia 29 de outubro deste ano segue em investigação pelo Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), mas sem muitas respostas sobre o que aconteceu naquele domingo, quando passageiros e tripulação saíram do aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco, até o aeroporto João Fonseca, em Envira (AM).
Durante o trajeto, os passageiros fariam uma parada em Eirunepé (AM), onde algumas pessoas desembarcariam. No primeiro relatório feito pelo centro, o Cenipa destaca que:
“não busca o estabelecimento de culpa ou responsabilidade, tampouco se dispõe a comprovar qualquer causa provável de um acidente, mas elabora hipóteses que permitem entender as circunstâncias que podem ter culminado na ocorrência e, desta maneira, propõe a implementação de medidas por meio de Recomendações de Segurança, com o objetivo de evitar a recorrência de acidentes aeronáuticos e de viabilizar o aprimoramento da segurança de voo e a consequente preservação de vidas”, diz o documento.
As novas informações trazem alguns detalhes até então não divulgados. São eles: o peso máximo da decolagem do avião, que é 3.969kg. A matrícula do avião, que já era conhecida, PTMEE, modelo 208B, modelo ICAO C208, fabricante Cessna Aircraft de 1993.
“A aeronave decolou do aeródromo Plácido de Castro (SBRB), Rio Branco, AC, com destino ao aeródromo João Fonseca (SNRH), Envira, AM, a fim de realizar transporte de passageiros, com 02 (dois) tripulantes e 10 (dez) passageiros a bordo. Após a decolagem, a aeronave veio a colidir contra o solo”, destaca.
O documento não tem mais detalhes das investigações e está com o status ‘em andamento’.

Quem são as vítimas?
- Jamilo Motta Maciel, de 27 anos, era dentista e morava em Eirunepé;
- Raimundo Nonato Rodrigues de Melo, de 32 anos, morava em Eirunepé. Ele era dentista e estava na capital acreana para fazer um curso;
- Francisco Aleksander Barbosa Bezerra, de 29 anos. Também de Eirunepé, ele trabalhava como vigilante de carro forte e deixa uma filha de 7 anos;
- José Marcos Epifanio, de 46 anos. Natural de Envira, ele era irmão de Antônio Cleudo, que também morreu no acidente, e empresário do ramo de combustíveis.
- Clara Maria Vieira Monteiro (filha) e Ana Paula Vieira Alves, de Eirunepé. A mãe tinha 19 anos e a criança, 1 ano e 7 meses.
- Cláudio Atílio Mortari (piloto) – Ele era natural de São Paulo, mas também morava em Itaituba, no Pará. De acordo com trabalhadores da empresa, Cláudio morava no Pará desde a década de 80;
- Edineia de Lima – Servidora do município de Envira, segundo nota divulgada pela prefeitura do município;
- Antônio Cleudo Mattos – Natural de Envira, no Amazonas, tinha 46 anos. Era irmão de José Marcos, e também era empresário do ramo de combustíveis.
Todas as nove vítimas acima foram identificadas e os corpos liberados. Já outras três permanecem no Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco e passam por análise de DNA, um procedimento cauteloso e demorado devido ao estado que os corpos ficaram. Nesses casos, urnas foram enviadas simbolicamente para os velórios coletivos feitos nas cidades das vítimas.
Dos três corpos, o IML confirmou a identificação de dois deles na tarde desta terça-feira (28). Kleiton Lima Almeida e Antônia Elizângela foram identificados após extração de material de DNA dos restos mortais. Agora, o IML inicia o procedimento de expedição de certidões de óbito e liberação para a família.
A equipe de peritos do Instituto de Análises Forenses (IFA) continuam trabalhando na identificação de Francisco Eutimar.
Os corpos que ainda precisam ser liberados são:
- Kleiton Lima Almeida (copiloto), de 39 anos, nasceu e morava em Itaituba, no sudoeste do Pará. Ele tinha se tornado pai há um mês, segundo a irmã, Gardeny Lima.
- Antônia Elizângela era natural de Envira, no Amazonas. Segundo nota divulgada pela prefeitura do município, ela era pecuarista.
- Francisco Eutimar era natural de Eirunepé, no Amazonas, tinha 32 anos.
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Táxi-aéreo é muito usado na região Norte — Foto: Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre
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