Francisco Socorro Negreiros, um morador de Cruzeiro do Sul, Acre, iniciou o Dia dos Finados com uma jornada de mais de 12 quilômetros para visitar os túmulos de sua esposa e mãe no cemitério Jardim da Paz. Ele saiu de casa às três e meia da madrugada e caminhou por duas horas e vinte minutos.
“Eu vim caminhando, gastei duas horas e vinte minutos, cheguei com Deus e estou caminhando aqui dentro, graças a Deus”, disse Francisco. “É visitar o túmulo dos meus parentes, dos amigos, que, enfim, Jesus Cristo pediu para ir, e nós estamos aqui. No nome de Jesus vai dar certo.”
O Dia dos Finados é um momento em que a saudade bate mais forte. “Aqui é um pedaço que sai da gente, que eu sei que a gente não vai ter mais de retorno, mas a nossa vida é assim, o Deus dá e Deus tira.”
Francisco vê sua visita ao cemitério como uma demonstração de carinho para aqueles que já se foram. “A gente tem que vir. A gente faz o convite para amigos, para parentes. Uns vem, outros não vêm. O convite a gente faz.”
Ele planeja passar o dia no cemitério até as cinco da tarde. “Quando eu estou aqui, eu me sinto outra pessoa. Aqui é o nosso canto. Pelo menos a gente vem e volta. Quando for aí. A gente não volta mais.”
Francisco se sente em casa no cemitério. “Eu estou em casa aqui. Aqui eu me sinto tão bem que só Deus sabe que o meu coração está passando aqui dentro”, disse ele.
Ele convida todos a fazerem o mesmo: “Eu faço o convite. Os amigos vêm, parentes vêm se quiser. Mas o convite eu faço. Não custa nada. Vem se quiser.”






