O Acre, apesar de ser um dos menores estados da Amazônia Legal, está entre os que têm áreas protegidas mais desmatadas, segundo o levantamento mensal do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Em outubro, três unidades de conservação do Acre ficaram entre as 10 mais devastadas da Amazônia. A Resex Chico Mendes liderou a lista, com a perda equivalente a cerca de 200 campos de futebol de mata nativa.
Entre janeiro e outubro deste ano, o Acre foi responsável por 8% do desmatamento da Amazônia Legal, destruindo 320 quilômetros quadrados de floresta. Apesar de alto, o número representa uma redução de 61% em relação ao mesmo período do ano passado. Além do desmatamento, o Imazon também monitora a degradação florestal causada pelas queimadas ou pela extração madeireira.
Em resposta a esses dados alarmantes, o governo do Acre declarou situação de emergência ambiental em dez cidades do estado. O decreto, assinado por Gladson Cameli, foi publicado no dia 5 de julho no Diário Oficial do Estado (DOE). Essas medidas destacam a necessidade urgente de ações efetivas para combater o desmatamento e preservar a rica biodiversidade da região.
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