O Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903 na cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, foi um acordo diplomático entre o Brasil e a Bolívia que resultou na anexação do território do Acre ao Brasil.
Este tratado foi composto por 10 artigos e envolveu a permuta de alguns territórios entre os dois países. Para o Brasil, foram anexados o Acre inferior (142.000 km²) e o Acre superior (48.000 km²), enquanto a Bolívia recebeu uma parte da região do estado do Mato Grosso, numa área correspondente a 3.164 km1.
O ciclo da borracha, que teve início em 1879, foi um dos principais fatores de desenvolvimento da região norte do país, especialmente do estado do Acre. A crescente demanda por látex levou à exploração e povoamento da região pelos brasileiros, principalmente nordestinos, que buscavam melhores condições de vida e trabalho1.
Embora a região pertencesse à Bolívia, os bolivianos não se preocuparam muito em povoar o espaço, o que despertou o interesse do governo brasileiro. Para anexar o território ao país, rico em florestas e reservas de seringais, o Brasil pagou 2 milhões de libras esterlina.
O Tratado de Petrópolis também estipulou a construção de uma ferrovia, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, para facilitar o transporte e a exploração da região1. Ambos os países se beneficiaram do Tratado de Petrópolis, que além de estreitar os laços entre os dois países, facilitou as relações exteriores, comerciais e políticas.
Portanto, o Tratado de Petrópolis foi um marco na história do Acre, pois permitiu o desenvolvimento econômico e social da região, além de fortalecer as relações entre Brasil e Bolívia.
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