A população de Cruzeiro do Sul, no Acre, vive a expectativa de uma nova enchente do Rio Juruá, que já está com 12,60metros, acima da cota de alerta, que é de 11,80 metros. A previsão é de que chova mais de 50 milímetros nos próximos três dias na região, o que pode fazer com que o rio ultrapasse a cota de transbordo, que é de 13 metros, ainda esta semana.
Segundo o coordenador da DefesaCivil, José Lima, a situação é de atenção, mas ainda não houve nenhum chamado de famílias que precisem ser retiradas de suas casas. Ele disse que os bairros que estão sendo atingidos no momento são a Várzea, Lagoa, parte do Miritizal, Cruzeirinho e alguns locais no Remanso, mas de forma parcial.
“O prefeito Zequinha Lima mobilizou com toda a sua equipe, e nós já estamos com o plano de contingência pronto, o suporte necessário do Corpo de Bombeiros, então a gente está pronto para atuar se houver necessidade e dar o melhor suporte para nossa população”, afirmou.
Ele explicou que o volume de água na parte de cima dos municípios que pode chegar em Cruzeiro do Sul é alto, pois houve bastante chuva nas cabeceiras do rio Juruá Mirim e do rio Moa, além de Val Paraíso. Ele disse que ainda tem muita água para passar pela frente da cidade e que nas próximas 48 horas a lâmina pode subir acima da cota de transbordo.
“Nós temos até o final do mês, agora dia 29, 52 milímetros de acumulado e quase 300 milímetros para o mês de março, então a gente sabe que isso pode ocorrer, sabemos que pode cair menos, mas pode dobrar ou triplicar essa quantidade. Então, a gente está estipulando que até terça ou quarta-feira a gente tenha ultrapassado a cota de transbordo e se continuar o que está previsto a gente tenha uma enchente acima dos 13,50. Vale ressaltar também que é uma das nossas preocupações que tem o mês de março e mês de abril ainda todo em risco”, alertou.
Ele informou que em outras ocasiões, como em 2021, a retirada de famílias começou com 13,50 metros, mas que houve um trabalho do município em fazer a elevação das casas e a retirada de algumas famílias de locais onde a água chegava primeiro, assim como os próprios moradores se preocuparam em fazer isso. Porém, ele disse que também foram construídas outras residências em áreas baixas da cidade, o que pode aumentar o número de pessoas afetadas pela enchente.
“Ainda não temos uma condição concreta para falar, mas é possível que a partir dos 13,50 a gente esteja com retirada de famílias”, disse.
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