A travessia entre os municípios de Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, no Acre, foi marcada por muitos transtornos e riscos nesta semana. A balsa de grande porte que faz o transporte gratuito de veículos e pessoas sobre o Rio Juruá apresentou vários problemas mecânicos e elétricos, deixando a população à mercê de balsinhas pequenas.
Segundo o representante legal do Movimento Social Pró-Ponte, Ralph Fernandes, a balsa alugada pelo governo do estado através do Deracre não atende 24 horas como deveria e não é substituída em caráter de urgência quando apresenta defeitos. Ele disse que a balsa chegou a parar no meio do rio com várias motos, carros e pedestres, sendo levada pela correnteza.
“Essa semana foram dias de muitos desafios, no qual passamos por muitos problemas juntamente com os alunos universitários, trabalhadoras, trabalhadores, empreendedores, comerciantes, empresários, mas, sobretudo, os serviços de urgência e emergência, no caso das ambulâncias e das viaturas da segurança pública. Nós temos fotos, imagens e vídeos de tudo que ocorre, tanto no acesso que acontecem vários acidentes, quanto nas embarcações que oferecem os serviços na travessia. Nós ficamos dependendo de balsinhas, correndo muitos riscos, porque no inverno, época de muitas chuvas, o Rio Juruá fica com um grande volume de água e isso se torna muito perigoso também por conta de muitos balseitos”, relatou Fernandes.

Enquanto isso, a população da região do Juruá aguarda com muita expectativa a construção da ponte sobre o rio, que é uma reivindicação antiga do Movimento Social Pró-Ponte. Ralph disse que o movimento completou 15 anos de luta e peleja em 2023, sempre defendendo a interligação e o desenvolvimento regional a partir construção da ponte, que beneficiará milhares de pessoas como os estudantes, as trabalhadoras, os trabalhadores, os empreendedores, os empresários e principalmente os serviços de urgência e emergência que salvam vidas.
Ele informou que o movimento conquistou os recursos para o DNIT realizar o projeto executivo e os projetos técnicos da ponte, bem como para licitar a obra. Segundo ele, há uma previsão orçamentária no valor de 22 milhões de reais para 2024, sendo 7 milhões de uma emenda impositiva da bancada federal acreana e 15 milhões do próprio orçamento do DNIT, governo federal.
“Eu, na condição de idealizador e representante legal do movimento, devo ter muita responsabilidade e compromisso ao transmitir toda ou qualquer informação para a nossa população, sempre tratamos as pautas com muita transparência e lisura, isso corresponde o respeito e a admiração que temos do nosso povo. E vocês da imprensa, conhecem e reconhecem a história da nossa luta, a necessidade e a importância dessa obra para a nossa região, da construção da ponte. Não é tão fácil assim. No primeiro semestre deste ano de 2024, nós temos dois grandes desafios, primeiro desmembrar juridicamente o projeto executivo da nossa ponte, do restante do traçado da estrada que interliga o Brasil ao Peru por aqui e em segundo lugar, concluir o projeto executivo para que finalmente o governo federal através do DENIT possa licitar o empreendimento (obra) com o orçamento que conquistamos. Licitando ainda no segundo semestre do ano em exercício, poderá ser oficializada a ordem de serviço para que a empresa vencedora do certame possa legalmente iniciar a obra”, explicou Fernandes.
Citou ainda que, “precisamos garantir que assim como o nosso empreendimento é prioridade para a nossa bancada federal acreana e para o próprio governo federal, que a partir de agora também possa ser prioridade para o governo do estado, pois como é uma obra de grande porte, necessitaremos da união e da soma de esforços em todas as esferas de governo, tanto para a celeridade nas tratativas burocráticas, assim como também orçamentária”. Finalizou Fernandes.
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