O Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed-AC) emitiu uma nota de repúdio nesta segunda-feira (5) por um caso de violência e desacato que uma médica e a equipe de plantonistas do Pronto Socorro Humberto Grandidier, em Cruzeiro do Sul, sofreram na madrugada de domingo (4). Segundo a nota, o autor das ameaças foi um sargento do Exército Brasileiro, que estava embriagado e armado, e que não foi preso em flagrante.
De acordo com a nota, o sargento teria engatilhado a arma dentro do pronto socorro enquanto a esposa era atendida, e teria intimidado a médica e os demais profissionais de saúde. O Sindmed-AC classificou o ato como “vil e covarde” e exigiu a punição exemplar do agressor, bem como a apuração da possível prevaricação das autoridades responsáveis pela prisão.
O Sindmed-AC também manifestou solidariedade aos servidores afetados pela situação traumática e cobrou do governo do estado ações efetivas contra os crimes cometidos dentro das unidades de saúde. O sindicato informou que vai intensificar as visitas técnicas para fiscalizar o cumprimento da decisão judicial que determina a utilização de segurança armada e de equipamentos eletrônicos de vigilância em todos os hospitais e postos de saúde do Acre.
A nota do Sindmed-AC repercutiu nas redes sociais e na imprensa local, gerando indignação e apoio à categoria médica. Alguns internautas questionaram a conduta do sargento e a omissão das autoridades, enquanto outros elogiaram o trabalho dos médicos e dos demais profissionais de saúde. A reportagem tentou contato com o Comando do 61º Batalhão de Infantaria de Selva (61º BIS), ao qual o sargento pertence, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
jurua24horas






