Em meio à cheia do rio Juruá, uma moradora do Ramal da Olivença tomou uma decisão difícil para proteger sua família. Cristiana Alves da Silva, dona de casa e mãe, enfrentou a inundação que ameaçava sua residência e o perigo iminente de animais peçonhentos, como cobras e escorpiões, que começaram a invadir as casas.
Após um incidente em que sua mãe de 74 anos confundiu uma cobra com uma tira de pano e a chutou, Cristiana decidiu alugar uma casa em uma área mais elevada do mesmo ramal. “Gastei o dinheiro da alimentação das crianças, mas prefiro a segurança de que aconteçam alguma coisa com eles”, disse ela, priorizando a segurança dos filhos sobre a estabilidade financeira.
A falta de energia elétrica agrava a situação, tornando as noites ainda mais perigosas e dificultando a visibilidade, o que aumenta o risco de encontros com animais perigosos. “Sem energia ninguém vê nada”, relata Cristiana, destacando a vulnerabilidade da comunidade durante este período.
A história de Cristiana é um reflexo das dificuldades enfrentadas por muitas famílias na região, que se veem obrigadas a tomar medidas extremas para garantir a segurança de seus entes queridos durante as cheias do rio Juruá.






