Um recente ranking organizado pelo Centro de Liderança Política (CLP) confirmou o que os acreanos já sentem na prática: as rodovias federais que atravessam o estado estão entre as piores de todo o país.
O levantamento, baseado na avaliação das rodovias nacionais realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), avaliou 111.502 quilômetros de rodovias pavimentadas. Isso corresponde a 67.659 quilômetros da malha federal (BRs) e a 43.843 quilômetros dos principais trechos estaduais, levando em conta a estrutura das estradas e o tempo de conservação.
No ranking, o Acre recebeu apenas 1,96 de uma nota máxima de 5, ficando à frente apenas do Amazonas, com 1,82. O estado vizinho possui uma particularidade, sendo que diversos municípios têm ligação apenas aérea ou fluvial.
O ranking é liderado pelo estado de São Paulo com nota 4,16, seguido por Alagoas e o Distrito Federal. Na Região Norte, o estado melhor colocado é Roraima, na 12ª posição.
As condições das rodovias federais no Acre, principalmente a BR-364, trazem prejuízos maiores para a população do que a simples demora e o desconforto de uma viagem. Isso acaba afastando investimentos necessários para o desenvolvimento econômico do Acre por conta da dificuldade de logística na hora de escoamento da produção. Rodovias em condições precárias resultam em aumento dos custos logísticos das empresas, devido a despesas adicionais com manutenção veicular, consumo excessivo de combustível e tempos de viagem prolongados.

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