Família contesta versão policial sobre prisão de Gladson Mesquita

De acordo com uma irmã, um erro judiciário durante a expedição do alvará de soltura foi o motivo do retorno de Gladson ao presídio.

A família de Gladson Mesquita, que recentemente teve um mandado de prisão cumprido, procurou a redação do site jurua24horas para contestar a versão dos fatos apresentada por agentes de segurança a diversos portais de notícia.

Segundo Camila Mesquita, irmã de Gladson, ele não era foragido da justiça. Após ser liberado pela porta da frente da unidade prisional, com autorização do judiciário, Gladson estabeleceu residência na área urbana de Cruzeiro do Sul.

As informações divulgadas pela polícia indicam que Gladson estava atuando como tesoureiro de uma facção criminosa e extorquindo comerciantes, alegação que é veementemente negada pelos familiares. De acordo com Camila, um erro judiciário durante a expedição do alvará de soltura foi o motivo do retorno de Gladson ao presídio.

A família de Gladson Mesquita apresentou um documento que, segundo eles, comprova que a prisão ocorreu devido a um erro judiciário. De acordo com o documento, Gladson foi liberado pela justiça antes do cumprimento total da pena. O erro só foi identificado recentemente pelo judiciário, o que levou ao retorno de Gladson à unidade prisional para o cumprimento total da sentença penal.

“Ele foi preso por um erro judiciário, não porque ele é tesoureiro de organização criminosa. Ele é um ótimo irmão, um ótimo filho, um ótimo pai. Ele estava vivendo longe de qualquer coisa relacionada a organização criminosa. Ele não fugiu, ele saiu pela porta da frente do presídio. Ele teve a oportunidade de sair da cidade, mas ele não foi, porque ele sabia que ainda tinha que pagar por isso. Tudo isso é mentira, é informação inventada”, afirmou Camila.

Camila ainda ressaltou que Gladson estava trabalhando honestamente, vendendo cerveja em uma barraca durante o festival da farinha. “Todo mundo via ele e a esposa, em todo canto, nós dois trabalhando, ele ganhando a vida dele. Não estava envolvido com organização criminosa. No festival da farinha, tinha policial bebendo na nossa barraca, conversando com ele, perguntando se ele tinha mudado de vida e ele respondia que estava trabalhando. Era assim que ele estava vivendo a vida dele”, concluiu.

jurua24horas

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