Pescadores fisgam peixe pirarucu de 130kg e 2 metros em rio no interior do Acre

Gilmar e Manoel Silas Bezerra saíram para pescar no Rio Iaco, em Sena Madureira, e acabaram fisgando um pirarucu que media 2,2 metros. Nativo da Amazônia, pirarucu é um dos

Os irmãos Gilmar e Manoel Silas Bezerra têm uma baita história real de pescador para contar. Eles fisgaram um peixe pirarucu de mais de 130kg e 2,2 metros no Rio Iaco, em Sena Madureira, no interior do Acre.

Gilmar Bezerra é servidor público e estava hospedado na casa do irmão, na Comunidade São Salvador, na zona rural da cidade. No último dia 17, Silas chamou o servidor e a irmã para pescar usando espinhéis, que são longos fios de nylon com mais de 70 quilômetros, anzóis e iscas para atrair os peixes.

“Ele [o irmão] costuma pescar mais, mora às margens do Rio Iaco e, de forma alternativa e de subsistência, arma os espinhéis e pesca sempre peixes grandes, mas geralmente são filhotes. Desta vez, eu estava lá”, relembrou Gilmar.

Um vídeo gravado pela irmã deles mostra a surpresa dos irmãos ao descobrirem o tamanho do peixe e a saga pra tentar colocá-lo dentro da canoa. “É um pirarucu?”, se perguntaram diversas vezes na gravação.

A pesca foi divida com cerca de 20 famílias da comunidade. “Meu irmão já pegou peixe grande, de 100 quilos, 80 quilos, mas esse foi o maior que pegou”, relatou, afirmando que o peso foi estimado pelos pescadores.

É um pirarucu?

Gilmar Bezerra conta que eles foram recolhendo os espinhéis e quando chegavam quase no final da armadilha os irmãos perceberam que os fios estavam muito pesados, porém, não havia movimento.

“Percebemos que havia um bicho grande. Fomos colhendo, meu irmão conseguiu fazer uma força maior e levantou um pouco [a isca] porque estávamos a uns quatro metros. Vimos a cabeça dele e reconhecemos. Ele estava morto, por isso que estava muito quieto”, relembrou.

Apesar de ter sido capturado já morto, os irmãos acreditam que a morte não tivesse ocorrido muito tempo antes e o animal ainda estava fresco para o consumo.

Ainda segundo o servidor público, o trio teve muita dificuldade para puxar o peixe para a superfície. “Ele é muito selvagem e liso, o que torna difícil o embarque. Fizemos o embarque logo, só que minha irmã não registrou”, lamentou.

As imagens da pesca foram publicadas em uma rede social de Gilmar e já alcançou mais de 2,5 milhões de visualizações. “Ficamos empolgados e esquecemos de continuar filmando”, concluiu.

‘Nuvem de filhotes’: conheça as estratégias de reprodução do pirarucu

Gigante amazônico

Presente em parte dos rios da Amazônia, o pirarucu é dos maiores peixes de água doce do planeta. Pesquisadores já catalogaram espécimes com mais de 200 kg e medindo até 3 metros de comprimento.

Por isso o animal é conhecido como ‘gigante amazônico’, algo que é ressaltado na nomenclatura científica dele, Arapaima gigas que quer dizer em tradução livre, “gigante do gênero arapiama”.

O nome da espécie vem do tupi, ‘pira’ significa peixe e ‘urucu’ é uma variação da palavra indígena para vermelho. A denominação vem do fato de as escamas da cauda do pirarucu ganharem uma coloração avermelha no período de reprodução.

O pirarucu é uma espécie onívora que se alimenta de frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos, peixes, anfíbios, répteis e em alguns casos até mesmo aves aquáticas. O apetite do peixe, inclusive, é um perigo quando ele é introduzido em ecossistemas dos quais ele não é nativo. Como por exemplo, em mananciais no interior de São Paulo, onde desde 2018 aparições da espécie são monitoradas.

Segundo a ONG WWF Brasil, o pirarucu está em risco de extinção por causa da pesca predatória. Desde 2004, a pesca do animal é proibida em alguns períodos do ano.

G1

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