Kibe: símbolo gastronômico e sustento de dezenas de famílias em Cruzeiro do Sul

O kibe, um salgado simples, mas carregado de história, faz parte da rotina alimentar de Cruzeiro do Sul. Encontrado em quase todas as lanchonetes da cidade, ele se tornou um

O kibe, um salgado simples, mas carregado de história, faz parte da rotina alimentar de Cruzeiro do Sul. Encontrado em quase todas as lanchonetes da cidade, ele se tornou um dos lanches mais populares e uma importante fonte de renda para muitas famílias locais. A equipe do Juruá24Horas conversou com Raimundo Daniel de França, um dos vendedores conhecidos da cidade, que há mais de 15 anos sustenta sua família com a venda de salgados, especialmente o famoso kibe.

Todos os dias, Raimundo estaciona seu carro de lanches em frente à Catedral Nossa Senhora da Glória, no centro da cidade. Entre os salgados oferecidos, o kibe de arroz com carne é o mais procurado. “É o que mais sai, não pode faltar. É igual ao feijão no prato do brasileiro”, brinca Raimundo, que com o sustento da venda dos lanches conseguiu criar seus oito filhos. 

A história de Raimundo reflete a trajetória de muitas famílias cruzeirenses. Desde a década de 1970, o kibe se destaca como uma das principais fontes de renda para dezenas de vendedores. “Antigamente, as pessoas compravam kibe na pedra do mercado. Há 30, 40 anos, muitas mães criaram seus filhos vendendo kibe”, relembra Raimundo, destacando a importância histórica do salgado para a cultura local.

Além de ser um alimento tradicional, o kibe é um símbolo da resistência e do empreendedorismo em Cruzeiro do Sul. Hoje, ele agrada a todas as idades, das crianças aos idosos, e segue firme como parte essencial da culinária e economia local. Raimundo, que consegue faturar em média R$ 1.500 por mês com as vendas, ressalta que o kibe é um alimento que une gerações e mantém viva uma tradição cruzeirense.

“Graças ao kibe, a gente se mantém. Mesmo com as dificuldades, como a loteria que saiu daqui e afetou nossas vendas, seguimos firmes. O kibe é o sustento da minha família”, conclui Raimundo.

Redação Jurua24horas

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