Família de Joyce recebe medida protetiva 10 dias após sua morte: “poderia ter evitado que minha mãe morresse”

A família de Joyce Sousa, que morreu no dia 17 de novembro após passar por supostos abusos psicológicos e humilhações no último relacionamento, foi pega de surpresa nesta quarta-feira, 27, ao

A família de Joyce Sousa, que morreu no dia 17 de novembro após passar por supostos abusos psicológicos e humilhações no último relacionamento, foi pega de surpresa nesta quarta-feira, 27, ao receber a visita de uma oficial de justiça. É que a servidora foi até a casa da vítima procurando por ela para entregar uma medida protetiva que ela havia solicitado no último dia 11. Ou seja, o documento só foi chegar 10 dias após sua morte.

Um vídeo gravado pela família mostra o momento da abordagem e a indignação da irmã de Joyce, Jaqueline Sousa com a situação.

Joyce faleceu no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Ainda no último dia 22, a filha e a irmã de Joyce – Jaqueline Sousa e Maria Eduarda Cavalcante, respectivamente – fizeram uma live no Instagram denunciando a situação que Joyce vivia.

A GAZETA conversou com exclusividade com Maria Eduarda, filha de Joyce. Segundo ela, a oficial de Justiça chegou à casa da família e disse querer conversar com Joyce. “Perguntei a minha tia se ela estava esperando alguém, e ela disse que não.

Ainda de acordo com Maria Eduarda, a oficial foi dura, afirmando que só poderia falar com a mãe. “Ela [a oficial] falou que só poderia entregar o papel para minha mãe. Após dizer sobre o falecimento de minha mãe, fui informada que se tratava da medida protetiva”, acrescentou, reforçando que o documento chegou com 10 dias de atraso. “Nessa hora, a oficial comentou que não tinha nada a ver com o assunto. A minha tia falou que tinha a ver sim, já que o documento poderia ter evitado que minha mãe morresse”.

Ainda segundo Maria Eduarda, após a situação, a oficial foi embora. “Até agora, não recebemos nenhuma informação acerca disso”, reiterou.

A GAZETA entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Acre, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.

Custeio de sepultamento

Após a tragédia, a família pede agora ajuda nas redes sociais. Diante das dificuldades financeiras, os familiares iniciaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos destinados às despesas do sepultamento.

Por A Gazeta do Acre 

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