Cruzeiro do Sul sedia, durante dois dias, o Curso de Fortalecimento da Política de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, no auditório da Fundação Elias Mansur. O evento, promovido pela Secretaria de Segurança Pública, busca capacitar profissionais e engajar a sociedade civil no combate a um dos crimes mais graves e silenciosos que violam direitos humanos.
Hany Cruz de Armas, diretora de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social, destacou a importância da iniciativa. “Hoje estamos abordando temas como a política nacional e estadual de enfrentamento, além do núcleo específico do Acre. É fundamental que a população compreenda que o tráfico de pessoas possui cinco principais finalidades: tráfico de órgãos, adoção ilegal, exploração sexual, trabalho escravo e servidão. É um crime que exige atenção de todos para que possamos construir uma rede de proteção eficaz”, afirmou.

Representando o secretário de Segurança Pública, o comandante-geral do Gefron, coronel Assis dos Santos, ressaltou a relevância do tema na região de fronteira. “O Acre é uma rota de migração e, por isso, temos que preparar nossas forças de segurança para identificar, prevenir e encaminhar as vítimas. Recentemente, a Polícia Rodoviária Federal identificou uma família que estava sendo vítima desse crime, o que evidencia a necessidade de capacitações como esta”, disse o coronel.
Lucas Guimarães, coordenador do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, explicou a dinâmica do curso. “Participam forças de segurança, profissionais da assistência social, saúde e educação, tanto do estado quanto do município. As atividades incluem palestras, estudos de caso e trabalhos em grupo, visando promover a identificação e o acolhimento das vítimas. Embora o tráfico de pessoas ainda seja subnotificado no Acre, casos envolvendo trabalho análogo à escravidão e exploração de crianças e adolescentes já foram registrados”, relatou.
O curso reforça a importância da integração entre órgãos públicos e a sociedade civil para combater o tráfico de pessoas e prestar assistência adequada às vítimas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais segura e consciente.
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