Velocista acreana que quebrou record mundial mostra medalhas das Paralimpíadas de Paris 

Jerusa Geber exibe com orgulho as medalhas de ouro que conquistou nas provas de 100 metros e 200 metros classe T11 (deficientes visuais).

Quase uma semana após o fim das Paralimpíadas de Paris, a velocista acreana Jerusa Geber exibe com orgulho as medalhas de ouro que conquistou nas provas de 100 metros e 200 metros classe T11 (deficientes visuais).

Em entrevista exclusiva ao ge através de um aplicativo de conversas instantâneas, ela contou aonde vai guardar as duas novas medalhas que obteve para completar sua coleção de conquistas paralímpicas.

“Vai ficar guardada junto com a minha coleção das outras medalhas. Elas ficam dentro das caixinhas delas. O material dela diz que foi feito com material da reforma da Torre Eiffel”– relatou.

Depois da frustração em Tóquio 2021, quando a corda-guia arrebentou e ela foi desclassificada na final dos 100 metros, Jerusa deu a volta por cima. Em Paris, além dos dois ouros, a acreana ainda quebrou o recorde mundial dos 100 metros (T11).

“Eu sempre falo que essa paralimpíada acredito que consegui chegar bem melhor do que estava em Tóquio 2021. Cheguei muito melhor em Paris. Tanto é que nos 200 metros a gente vinha falando que não é nossa especialidade, a recordista mundial, que é a chinesa, estava na prova e acabou sendo uma surpresa pra gente ter ganhado dela” – afirmou.

As conquistas em Paris coroaram anos de trabalho do Time Jerusa, que conta com o treinador e marido da paratleta, Luiz Henrique Barbosa, e o atleta-guia Gabriel Garcia. Para o treinador, além dos treinamentos, a fé faz diferença para a obtenção dos resultados expressivos. 

“O grande segredo nosso é a direção espiritual, que o Criador, como a gente sempre fala, é Ele que nos guia. Então, vou tentando reger o time da forma que é orientado. E tudo isso é muito verdade porque os resultados estão aí” – enfatizou.

Aos 42 anos, Jerusa Geber que seguir aproveitando a fase de campeã paralímpica e deixa aberta a possibilidade de estar nas Paralimpíadas de Los Angeles (EUA), em 2028. 

“Eu falava que ia parar no Rio (2016), falava que ia parar em Tóquio e cheguei em Paris 2024. Cheguei em Paris e não falo mais se vou continuar, se vou parar porque nem eu sei. Então, o meu futuro pertence ao Criador” – finalizou.

Por G1 esportes

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