Defesa Civil estuda proibir uso de moto aquática durante período de cheias no Acre

Riscos à segurança e regulamentação do uso de embarcações são tema de estudo da Defesa Civil, que busca maior fiscalização e educação para pilotos.

A Defesa Civil Municipal está avaliando a possibilidade de proibir o uso de motos aquáticas durante o período de cheias no Acre. A informação foi confirmada pelo coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão, na manhã desta quarta-feira, 9. Falcão explicou que o uso irregular das motos aquáticas pode representar sérios riscos, tanto para os pilotos quanto para terceiros.

De acordo com o coordenador, a moto aquática só deveria circular a uma distância mínima de 150 metros da margem, mas devido à largura reduzida do Rio Acre, isso se torna impraticável. Além disso, a pilotagem de motos aquáticas exige um curso específico de motonauta, e não o curso de arrais amador, que já não tem validade para esse tipo de embarcação.

“Não adianta fazer aquele curso de arrais amador, que ele não habilita mais. E também tem que ser maior de 18 anos, tem que estar utilizando todos os equipamentos de segurança, não pode fazer manobra perto de pessoas, de outras embarcações, tem que estar vestido e com a chave de segurança presa ao pulso para o caso de o condutor cair da moto aquática e ela desligue. Uma moto aquática, por exemplo,  alcança 100 quilômetros de 0 a 4 segundos”, explicou o tenente-coronel.

O Brasil, de acordo com informações do coordenador, é o segundo país do mundo com maior número de motos aquáticas, só perde para os Estados Unidos”, explicou, reiterando que, as chances dos Estados Unidos perderem o posto para os brasileiros é grande. “Porque foi regulamentado, em 2022, o aluguel de moto aquática. Então, tem empresas comprando e fazendo aluguel para lazer”.

O órgão competente para proibir, para apreender, para aplicar multa e referentes é a Marinha, que não tem sede no Acre. “Já estamos fazendo, inclusive, contato com a Marinha mais próxima de nós, em Boca do Acre, no Amazonas, para que ela venha com as embarcações deles para a fiscalização não apenas de moto aquática, mas também de lanchas, embarcações que são mais velozes – como voadeiras”.

O coordenador acrescentou ainda que as moto aquáticas oferecem apenas risco a terceiros. “Mas não, oferece também ao próprio piloto, se ele for pular ondas, pode ter lesões de coluna, fraturas, pode acontecer várias coisas e nós já tivemos com morte, o que demonstra que realmente é uma prática perigosa, principalmente quando é conduzida por menor de idade, com pessoas que estão ingerindo bebida alcoólica”, explicou. “A pessoa tem que estar habilitada, ela tem que estar, inclusive, cadastrada na Marinha”, finalizou.

Por A Gazeta do Acre 

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