Na manhã desta quinta-feira, 2 de janeiro, populares que utilizam a balsa para realizar a travessia entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves denunciaram que a embarcação está encalhada. A situação se agrava com a presença de uma ambulância que necessita urgentemente completar a travessia.
Segundo relatos, o problema está relacionado à rampa de atracação, que dificulta tanto a saída quanto o desembarque da balsa. Um dos denunciantes, que está há mais de uma hora aguardando, explicou a situação: “A balsa está com dificuldades para sair e para atracar no lado oposto. Estamos rodando sem conseguir encostar”, relatou.
Além do atraso, ele destacou os prejuízos causados aos veículos. “Os carros estão batendo a parte de baixo ao entrar e sair da balsa. Isso sem contar os prejuízos financeiros e o desgaste. É revoltante, entra ano, sai ano, e nada muda.”
Nota oficial do Deracre
O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) emitiu uma nota explicando as razões do incidente. Segundo o órgão, a situação foi causada pela cheia do rio, seguida de uma descida repentina do nível da água, o que acumulou lama na rampa de atracação.
Confira a nota na íntegra:
“O governo do Acre, por meio do Deracre, informa que uma equipe está atuando exclusivamente na manutenção da rampa de atracação da balsa, com o apoio de uma máquina e operador, com a finalidade de normalizar as operações.
A balsa enfrentou dificuldades para atracar devido à cheia do rio e à descida repentina do nível da água, que afetaram a rampa devido ao acúmulo de lama. A equipe do Deracre está de prontidão e trabalhando intensamente para resolver a situação o mais breve possível.”
Sula Ximenes
Presidente do Deracre
A travessia da balsa entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves é um serviço essencial para moradores, comerciantes e, especialmente, para emergências médicas, como no caso da ambulância que aguarda a solução do problema. O incidente reforça a necessidade de melhorias estruturais e uma manutenção mais regular para evitar transtornos semelhantes.
Usuários da balsa e lideranças comunitárias pedem ações mais efetivas para resolver os problemas crônicos na operação do serviço. “É uma situação recorrente, e sempre temos a mesma justificativa. O governo precisa garantir um serviço de qualidade, especialmente em um ponto tão estratégico”, reclamou um morador.
O Deracre ainda não informou uma previsão exata para a normalização do serviço, mas destacou que as equipes seguem empenhadas em resolver o problema. Enquanto isso, a população segue na expectativa de que soluções definitivas sejam implementadas para evitar novos transtornos.






