Empresários são alvos de operação por suspeita de cartel no preço do gás

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em uma casa e na Associação de Revendedores de Gás de Cozinha do Estado de Roraima (ASSERG).

A Polícia Civil deflagrou uma operação que mira empresários por suspeita de praticar cartel no preço do gás de cozinha em Boa Vista. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em uma casa e na Associação de Revendedores de Gás de Cozinha do Estado de Roraima (ASSERG).

Os investigados são o secretário da ASSERG, de 33 anos, um empresário de 43, a esposa dele, de 42. O casal é dono de seis revendas de gás na capital. Segundo a investigação, os dois ocupam cargos públicos na prefeitura de Boa Vista e, ao mesmo tempo, administram empresas privadas, o que é proibido pelo Estatuto do Servidor Público Municipal.

Procurada, a prefeitura de Boa Vista, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informou que, até o momento, não tem conhecimento da investigação da Polícia Civil e “assim que notificada formalmente, poderá se manifestar”.

As buscas ocorreram nos bairros Asa Branca, Equatorial e Cidade Satélite, na Zona Oeste Capital. As investigações, iniciaram após uma denúncia de um revendedor de gás. Segundo a denúncia, diversos revendedores da capital teriam pactuado um preço único para a comercialização do botijão de 13 kg.

O esquema teve início em meados do mês de setembro de 2024, coincidindo com a fundação formal da ASSERG. Documentos obtidos junto à empresa fornecedora de gás demonstram que, por cerca de 30 dias, as revendedoras mantiveram o valor de R$ 139,90 pelo produto, o que caracteriza a prática de cartel.

A empresa fornecedora de gás também identificou a prática irregular e notificou a Associação. O empresário era coagido por membros da associação a aderir um preço fixo de revenda. O esquema acontecia por meio de um grupo no WhatsApp, segundo as investigações.

Foram apreendidos celulares, pen-drives e notebooks, que serão periciados para análise das conversas e documentos que possam comprovar a manipulação de preços. Caso a irregularidade seja confirmada, os envolvidos poderão responder a Processo Administrativo Disciplinar (PAD), com possibilidade de demissão do serviço público.

A operação policial conta com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE), Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), da Delegacia de Proteção ao Idoso e à Pessoa com Deficiência (DPIPCD) e do Grupo de Resposta Tática (GRT).

Por Ac24horas 

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