Acre reduz pobreza, mas ainda lidera ranking de maior vulnerabilidade social

No Acre, 46,2% da população estava vivendo, no ano passado, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 692,54 mensais.

Foto: Ilustrativa/Reprodução

Apesar de avanços importantes na redução da pobreza e da extrema pobreza em 2024, o Acre ainda apresenta os maiores índices do país, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), vinculado ao governo do Espírito Santo. A pesquisa, baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua/IBGE), revela que o estado acreano lidera o ranking nacional de pobreza.

No Acre, 46,2% da população estava vivendo, no ano passado, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 692,54 mensais, linha considerada como limite da pobreza, os números colocam o estado como o mais pobre entre as unidades da federação.

Ainda assim, o Acre apresentou uma melhora expressiva em comparação a 2023, quando registrava uma taxa de pobreza ainda mais elevada. A redução foi de 9,2 pontos percentuais.

m relação à extrema pobreza, caracterizada por renda domiciliar per capita de até R$ 217,37 mensais, o estado caiu da primeira para a terceira posição no ranking nacional. A taxa acreana, que era de 13,2% em 2023, caiu para 7,6% em 2024, representando uma redução percentual de 41,9%. O Maranhão (10,1%) e o Ceará (7,9%) lideram os índices de extrema pobreza neste ano, seguido do Acre.

A redução da pobreza no estado, embora ainda ocupe as primeiras posições entre os mais pobres do país, acompanha uma tendência nacional. O estudo mostra que a taxa nacional de pobreza caiu de 27,5% em 2023 para 23,4% em 2024, e a extrema pobreza passou de 4,4% para 3,5%.

No total, 8,5 milhões de brasileiros saíram da condição de pobreza e 1,9 milhão superaram a linha da extrema pobreza em 2024. Ainda assim, o país contabiliza 50,6 milhões de pessoas em situação de pobreza e 7,6 milhões em extrema pobreza.

Outro dado relevante do estudo é a melhoria no Índice de Gini, que mede a desigualdade de renda. O Brasil passou de 0,518 em 2023 para 0,506 em 2024. No caso do Acre, o índice em 2023 era de 0,511 e passou para 0,504, em 2024, ligeiramente abaixo da média nacional. Já a renda média mensal real da população acreana com rendimento ficou em R$ 2.271, também inferior à média nacional, de R$ 3.057.

Sobre o levantamento

O IJSN, instituição de pesquisa vinculada ao governo do Espírito Santo, destaca que o monitoramento contínuo desses indicadores é fundamental para orientar políticas públicas e ações de enfrentamento à pobreza. Ele fornece um diagnóstico detalhado e evidencia quais estratégias estão dando certo e onde é preciso avançar.

De acordo com o diretor-geral do IJSN, Pablo Lira, o desempenho do Brasil na redução da pobreza em 2024 foi o melhor desde 2012. “Os resultados históricos refletem o impacto positivo das políticas públicas integradas, o fortalecimento da rede de proteção social e o incremento da renda das famílias”, destacou.

Ele também alertou para a permanência das desigualdades regionais. “Mesmo com os avanços, os estados das regiões Norte e Nordeste ainda concentram os maiores desafios no combate à pobreza”, concluiu.

Com informações da Assessoria de Comunicação do IJSN, Ac24horas 

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