Acre entra no radar de Flávio Dino em debate sobre emendas impositivas da Aleac

Em estados como Paraíba e Roraima, o índice chega a 2% e 3%, respectivamente.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, tem demonstrado preocupação com o avanço de um novo modelo de destinação de recursos públicos nos estados: as chamadas “emendas partidárias” impositivas. No Acre, o tema ganhou destaque por um detalhe que chamou a atenção do próprio ministro, o estado é um dos poucos do país que fixa um valor mínimo para a execução obrigatória dessas emendas, independentemente da arrecadação, o que, segundo Dino, pode ferir o princípio da separação dos poderes e comprometer o equilíbrio fiscal.

As emendas funcionam como um tipo de orçamento obrigatório reservado aos deputados estaduais para destinar recursos a obras, projetos ou entidades de seu interesse, mas, no caso acreano, há o agravante da rigidez orçamentária imposta por lei. Isso significa que, mesmo diante de queda na receita, o governo estadual é obrigado a cumprir os valores mínimos fixados, o que, na avaliação de especialistas, engessa a administração pública e compromete a execução de políticas prioritárias.

Cada deputado estadual no Acre tem cerca de R$ 4 milhões em emendas por ano, totalizando R$ 96 milhões. Em 4 anos, cada parlamentar do Estado tem o direito a R$ 12 milhões.

Durante audiência pública realizada recentemente no STF, a Associação Nacional de Procuradores dos Estados (Anape) apresentou um levantamento que revelou que 23 das 27 unidades da federação já adotaram emendas impositivas, entre elas o Acre. Segundo os dados, esse mecanismo deverá consumir cerca de R$ 12 bilhões em 2025 no conjunto dos estados.

A crítica central, reforçada pelo ministro Dino, é que esse modelo tem sido distorcido nos estados, ao copiar com adaptações questionáveis o formato das “emendas de bancada” praticadas no Congresso Nacional.

A Anape ainda alertou para um risco maior enfrentado por estados com menor arrecadação e indicadores socioeconômicos mais frágeis, como é o caso do Acre. Nessas regiões, a proporção de recursos comprometidos com emendas impositivas tende a ser maior do que em estados mais ricos, como São Paulo, onde esse tipo de despesa representa apenas 0,45% da receita corrente líquida. Em estados como Paraíba e Roraima, o índice chega a 2% e 3%, respectivamente.

Com informações da CNN Brasil, Ac24horas 

Veja também

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) alerta para a interdição total da ponte sobre o Rio Caeté, no km 282,65 da BR-364/AC, em Sena Madureira, a partir desta

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Obras, realiza nesta quarta-feira, 3, os serviços de infraestrutura, limpeza urbana e recuperação de vias em diferentes regiões

Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, o Acre registrou 2.521 nascimentos sem a identificação do pai na certidão de nascimento. Os dados, divulgados pela Defensoria Pública do Estado

Um telão será instalado no Complexo Esportivo do bairro Aeroporto Velho, pela prefeitura de Cruzeiro do Sul, para que os torcedores possam acompanhar todas as partidas do Brasil na Copa

A Ordem dos Advogados do Brasil no Acre divulgou a lista de candidatos aprovados na primeira fase do 46º Exame de Ordem Unificado. Os nomes dos aprovados foram publicados após

O Acre apresentou crescimento de 36,8% no número de beneficiários de planos de saúde nos últimos 12 meses, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O avanço foi

O motorista envolvido no atropelamento que vitimou um idoso de 68 anos em Cruzeiro do Sul se apresentou espontaneamente à Polícia Civil e deverá responder por homicídio culposo no trânsito.

Um vídeo que mostra uma abordagem policial a um homem no município de Guajará, no Amazonas, tem gerado grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias. As imagens registram o

Não existem mais publicações para exibir.