Em Mâncio Lima, vice-governadora Mailza visita complexo industrial de café e reforça apoio à produção rural

Para o superintendente da OCB no Acre, Rodrigo Forneck, o sucesso da cooperativa é resultado de gestão e governança.

A vice-governadora Mailza Assis visitou na tarde desta quarta-feira, 2, o Complexo Industrial do Café do Juruá, localizado no município de Mâncio Lima, o mais ocidental do Brasil. O encontro reuniu produtores cooperados, empresários, vereadores, representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), secretários de governo e o presidente da Coopercafé, Jonas Lima.

A estrutura é fruto de uma parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Cooperativa de Café do Juruá (Coopercafé). Com 1.640 m², o parque industrial foi construído com foco na sustentabilidade, operando com energia 100% limpa, reuso de água da chuva e uso de lenha certificada. O investimento total ultrapassa R$ 10 milhões e já gerou cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos.

Durante a visita, Mailza percorreu as instalações, ouviu os produtores e reforçou o compromisso do governo com o fortalecimento da agricultura familiar. “Esse é um projeto social que já está mudando a vida das pessoas, e vai mudar ainda mais. Quando uma família consegue viver do seu trabalho, não precisa de favor do governo. Apoiar iniciativas como essa é dever do Estado”, afirmou.

Segundo levantamento da Coopercafé, a renda das famílias cooperadas aumentou em média 31,4% após a implantação da estrutura. “Estamos vendo nascer aqui uma grande oportunidade. Mâncio Lima descobriu seu potencial produtivo. O café é um dos melhores negócios que podemos investir”, destacou a vice-governadora.

A visita foi marcada por discursos de produtores, como Elielson Pereira, que celebrou a transformação em sua realidade financeira. “Na minha colheita de café, paguei mais de R$ 20 mil em diárias para trabalhadores. Isso só foi possível graças à cooperativa. Antes, a gente vivia de diária, hoje temos produção, temos dignidade”, relatou.

Outro produtor, Mazinho Souza, pediu mais apoio para superar os desafios ambientais e logísticos da região. “Pagamos quase R$ 1,5 mil por tonelada de calcário. Precisamos de políticas públicas para facilitar o acesso à produção. O Estado tem um papel fundamental nesse desenvolvimento”, enfatizou.

O presidente da Coopercafé, Jonas Lima, destacou que a força do projeto vem da união de muitos. “Essa estrutura foi construída com muitas mãos. Desde os pequenos produtores, passando pelos parlamentares que destinaram emendas, até o apoio do governo estadual. A Coopercafé é um modelo de cooperativismo legítimo, transparente e comprometido com quem mais precisa.”

Para o superintendente da OCB no Acre, Rodrigo Forneck, o sucesso da cooperativa é resultado de gestão e governança. “A Coopercafé é exemplo de organização e participação efetiva dos cooperados. Acreditamos que esse modelo pode ser replicado em outras regiões”, afirmou.

O secretário de Governo (Segov), Luiz Calixto, destacou o impacto do cooperativismo para o desenvolvimento local. “Aqui está a parte mais romântica do capitalismo: todos juntos, investindo, crescendo, transformando. O efeito multiplicador da renda é o que movimenta a economia”, disse.

O deputado federal e empresário José Adriano também participou do encontro e destacou a importância de políticas públicas voltadas à produção rural. Segundo ele, o melhor projeto social que pode existir é o incentivo ao trabalho e à autonomia financeira dos produtores.

“A senhora [vice-governadora]  sabe que pode contar comigo. O melhor auxílio é o emprego, é garantir liberdade para as pessoas proverem seu sustento. O que vemos aqui em Mâncio Lima é uma solução concreta para 180 famílias, que pode ser multiplicada em todo o estado. Precisamos tomar as rédeas dos nossos próprios problemas e criar políticas públicas que deem condição para o pequeno produtor competir em pé de igualdade. O cooperativismo é um modelo sério, e gerir uma cooperativa exige ainda mais responsabilidade do que administrar uma empresa. O Acre tem riqueza, tem potencial, mas precisa de decisões estratégicas para industrializar e transformar essa matéria-prima em oportunidade real de desenvolvimento”, afirmou Adriano.

O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Assurbanipal Mesquita, também destacou o papel do governo no apoio à iniciativa, por meio de incentivos fiscais e programas de compras públicas.

“A Coopercafé ingressou no Programa de Incentivos do Governo no ano passado, colocou o projeto no papel e, em tempo recorde, já está em plena operação. É uma conquista para toda a região. Além disso, estamos integrando o café da cooperativa às compras governamentais. A Coopercafé pode ser a terceira indústria credenciada nesse programa. O governo está presente, incentivando e continuará apoiando o crescimento dessa cadeia produtiva”, afirmou.

Encerrando a visita, Mailza reafirmou que o governo continuará apoiando o setor. “O Acre tem vocação para produzir. Café, coco, cacau, mandioca, abacaxi. Tudo isso pode ser desenvolvido com respeito ao meio ambiente e com geração de emprego. Esse é o caminho que acreditamos.”

Por Assessoria 

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