Ex vai a júri popular pela morte de acreana que teve corpo queimado

O acusado foi preso sete dias após o crime e continuou hospitalizado sob custódia policial.

O ex-namorado e principal suspeito de matar a acreana Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos, será julgado por feminicídio nesta sexta-feira (11), em Paranatinga, interior de Mato Grosso. O acusado, Djavanderson de Oliveira de Araújo, irá a júri popular pelo crime que chocou o estado em setembro do ano passado.

Juliana teve 90% do corpo queimado após ser incendiada, supostamente por Djavanderson, com quem teve um relacionamento. O julgamento está marcado para as 8h (horário de Brasília), na 1ª Vara da Comarca de Paranatinga. Até a última atualização desta reportagem, a defesa do réu não havia se manifestado.

O crime

Segundo o G1-MT, de acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, Juliana foi atacada na noite do dia 9 de setembro de 2023, após ser atraída pelo ex-companheiro até a casa dele, no bairro Jardim Ipê. Segundo o delegado Gabriel Conrado Souza, investigações apontaram que, no mesmo dia, Djavanderson foi até um posto de combustíveis e comprou 12 litros de álcool.

Ao chegar à residência, a jovem foi surpreendida com o ataque. Djavanderson teria jogado o líquido inflamável sobre Juliana e ateado fogo. Ele também acabou se ferindo na ação e precisou ser internado.

Juliana foi socorrida e passou 15 dias internada em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em Cuiabá, capital mato-grossense.

O acusado foi preso sete dias após o crime e continuou hospitalizado sob custódia policial. Em depoimento, alegou que teria tentado cometer suicídio e que o álcool teria atingido a jovem acidentalmente — versão que foi descartada pela investigação.

Justiça

O caso gerou grande comoção no Acre e em Mato Grosso. A família da vítima, natural do Acre, acompanha o processo com expectativa de que a Justiça reconheça o feminicídio e responsabilize o autor.

O julgamento desta sexta-feira é considerado decisivo para a responsabilização de Djavanderson de Oliveira de Araújo, que pode ser condenado por um dos crimes mais graves previstos no Código Penal brasileiro.

Por Ac24horas 

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