Três PMs são presos por integrar “grupo de cobrança” de empréstimos ilegais

Três policiais militares foram presos na manhã desta quarta-feira (16 de julho), suspeitos de integrar um “grupo de cobrança” que usava violência para extorquir dinheiro e bens de vítimas envolvidas

Três policiais militares foram presos na manhã desta quarta-feira (16 de julho), suspeitos de integrar um “grupo de cobrança” que usava violência para extorquir dinheiro e bens de vítimas envolvidas em um esquema de empréstimos ilegais em Rondônia. As prisões fazem parte da segunda fase da Operação Soldados da Usura, conduzida pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO).

Detalhes da investigação e atuação do grupo

As investigações apontam que os suspeitos agiam de forma extremamente agressiva, utilizando armas de fogo, ameaças e violência física para forçar as vítimas a pagar empréstimos com juros abusivos.

Na primeira fase da operação, três policiais militares e outras seis pessoas foram presas preventivamente, suspeitas de liderar e lucrar com o esquema. Segundo o MP, mesmo após as prisões, parte do grupo que permaneceu em liberdade continuou atuando.

A segunda etapa da ação aconteceu em Porto Velho e Buritis. Ao todo, o objetivo é cumprir sete mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão. Também foram bloqueados bens, veículos e valores que somam mais de R$ 2,7 milhões.

g1 entrou em contato com a Polícia Militar para entender se o órgão gostaria de comentar sobre as prisões, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.

Início das investigações e crimes apurados

As investigações começaram após uma denúncia feita à Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Rondônia contra policiais militares, apontando indícios de crimes de usura (cobrança de juros excessivos) e extorsão.

De acordo com o Ministério Público, o grupo é suspeito de cometer crimes como lavagem de dinheiro, estelionato, falsidade ideológica, entre outros, que ainda estão em apuração.

As investigações identificaram um número extenso de vítimas da organização criminosa. Desse modo, o Ministério Público disponibiliza um formulário para identificação e colheita de reclamações de outras pessoas que foram alvos e queiram contribuir com as investigações.

A operação contou com a participação de cerca de 90 profissionais, incluindo policiais militares, equipe da Corregedoria da PMRO, policiais civis, promotores de Justiça e servidores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

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A operação contou com a participação do Ipem, Inmetro, Agência Nacional do Petróleo, Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos parceiros.

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