Acre comemora 123 anos da Revolução que marcou sua anexação ao Brasil

A revolução terminou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, que anexou de vez o Acre ao Brasil.

O Acre comemora nesta quarta-feira, 6 de agosto, 123 anos desde o início da Revolução Acreana, movimento econômico que teve como principal conquista a anexação do Acre, antes território da Bolívia, ao Brasil. Ocorrido entre 6 de agosto de 1902 e 24 de janeiro de 1903, o movimento teve como principal marca a disputa pelo controle dos negócios relacionados à borracha.

Naquele contexto histórico, o Acre era um dos principais produtores dessa matéria-prima e era conhecido pela sua significativa produção para o suprimento mundial de borracha natural no final do século 19 e início do século 20 e foi essa batalha pelo território, segundo historiadores, que deu ainda mais destaque para a região naquela época.

Vale mencionar que o dia 6 de agosto era para a Bolívia, desde 1825, o que o 7 de setembro representa para o Brasil, como data de independência do país boliviano do domínio espanhol. Alguns historiadores contam que a ideia era começar a chamada Revolução Acreana no dia 14 de julho de 1902, porém, um atraso na entrega de armas acabou contribuindo para o início da batalha em agosto.

Liderados por José Plácido de Castro, os revolucionários aproveitaram as comemorações da Independência da Bolívia para atacar. Ao longo dessa luta pela anexação do Acre ao Brasil, foram diversos episódios e fases como a insurreição, em 1899, o Estado Independente do Acre, a república do Presidente Galvez, também em 1899, e a Expedição dos Poetas, em 1900.

A revolução terminou em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis, que anexou de vez o Acre ao Brasil. A história já foi tema de inspiração para uma minissérie da TV Globo, que foi ao ar em 2007: Amazônia – de Galvez a Chico Mendes, escrita pela novelista acreana Glória Perez. A obra apresenta, entre outros momentos da história do estado, fatos e personagens que fizeram parte dessa batalha.

No Museu da Borracha, as exposições relatam, de forma cronológica, a chegada dos primeiros nordestinos ao Acre, a trajetória da extração e produção do látex e como se deu a expansão para o exterior. Projeções mostram os seringueiros no processo da defumação e pesagem, e áudios trazem depoimentos dos soldados da borracha, explicando como aconteceu o alistamento.

Com informações da Agência de Notícias do Acre

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