Violência contra a mulher atinge mais de 30% das acreanas e denúncias aumentaram, aponta pesquisa

Dados da Polícia Civil mostram que, embora o número de feminicídios consumados tenha caído – sete casos em 2024 contra dez em 2023 -, o número de tentativas cresceu 60%

Mais de 30% das mulheres acreanas já sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar provocada por homens. É o que aponta a Pesquisa Estadual de Violência contra a Mulher 2024, realizada pelo Instituto DataSenado e divulgada nessa quarta-feira, 6, pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

O levantamento aponta ainda que 25% dessas vítimas relataram ter sofrido agressões nos últimos 12 meses. As formas de violência mais citadas foram psicológica, física e moral.

Outro dado alarmante: 74% das mulheres no Acre conhecem alguém próximo que já foi agredida, índice superior à média nacional. O cenário é agravado pelo crescimento de denúncias. Segundo balanço do Ligue 180 divulgado pela Secretaria de Comunicação do Governo Federal, houve um aumento de 33,6% nos registros em 2024, especialmente entre mulheres pretas e pardas, com idades entre 20 e 24 anos.

Dados da Polícia Civil mostram que, embora o número de feminicídios consumados tenha caído – sete casos em 2024 contra dez em 2023 -, o número de tentativas cresceu 60% no mesmo período. A corporação passou a divulgar boletins estatísticos periódicos sobre feminicídio, tentativa de feminicídio, lesão corporal, ameaça, perseguição, descumprimento de medida protetiva e violência psicológica.

Agosto Lilás

No contexto da campanha Agosto Lilás, que marca a luta pelo fim da violência contra a mulher, a Assembleia Legislativa do Acre divulgou ainda lista de leis que foram aprovadas e projetos discutidos que são voltados à proteção de vítimas e à promoção de autonomia feminina.

Entre as iniciativas citadas estão:

  • A Lei nº 4.620/2025, que institui o Programa de Defesa Pessoal para mulheres em situação de vulnerabilidade;
  • A lei que garante prioridade de vagas em escolas públicas para dependentes de vítimas de violência doméstica;
  • O PL nº 22/2025, que propõe CNH Social gratuita para mulheres vítimas de violência, de autoria do deputado Fagner Calegário (Podemos);
  • Projetos da deputada Michelle Melo (PDT), como o PL nº 34/2025, que assegura testagem e prevenção de ISTs para vítimas de violência sexual, e o PL nº 47/2025, que institui o Programa Câmbio Verde, com foco em sustentabilidade e mulheres.

Por A Gazeta do Acre 

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