O Acre se tornou o centro das atenções nesta segunda-feira, 29, com a realização do Exporta Mais Amazônia 2025 – Acre, no Centro de Convenções da Ufac, em Rio Branco. Organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Sebrae, o evento é considerado a maior edição do programa já realizada na Região Norte.
A programação reúne 76 vendedores, sendo 44 do Acre, e 25 compradores internacionais vindos de 18 países, interessados em conhecer de perto os produtos da sociobiodiversidade e do agronegócio amazônico.
O gerente de agronegócio da Apex, Laudemir Müller, destacou a mudança estratégica da agência sob a gestão do presidente Jorge Viana. “A Apex Brasil, agora coordenada por um acreano, mudou seu perfil completamente. Estamos trazendo compradores ao Brasil, e aqui no Acre fazemos a maior edição do Exporta Mais Brasil, o Exporta Mais Amazônia. Temos 25 compradores internacionais, de 18 países, que já visitaram reservas extrativistas e agora se encontram com mais de 75 empresas da região, a maior parte daqui do Acre”, afirmou.
Segundo Müller, a iniciativa marca uma nova forma de aproximar produtores locais e mercado externo. “Em 15 anos de Apex nunca vi algo assim. Trazer compradores internacionais para conhecer quem produz, quem mantém a floresta em pé, quem trabalha com produtos da sociobiodiversidade, é um passo histórico”, avaliou.
Entre os produtos que mais despertam interesse no exterior, o gerente citou a castanha-da-Amazônia, o café robusta amazônico e as proteínas animais. Ele também ressaltou a importância da Estrada do Pacífico e do Porto de Chancay, no Peru, que aproximam o Acre dos mercados asiáticos, especialmente da China.
Müller lembrou ainda que as pequenas e médias empresas têm espaço cada vez maior no comércio internacional. “Exportar é possível para todos: pequenos, médios e grandes. O que precisa é preparo, mudar a mentalidade e ter um plano de negócios. Com a estratégia da Apex, trazemos o comprador para cá, facilitando o acesso. Produtores de Feijó, Tarauacá ou Assis Brasil não precisam ir até a China; é o comprador que vem conhecer seus produtos aqui em Rio Branco”, explicou.
Com essa nova dinâmica, a expectativa da Apex é que o Acre alcance em 2025 a marca histórica de US$ 100 milhões em exportações, consolidando sua posição como protagonista no comércio exterior da Amazônia.






