O senador e pré-candidato ao Governo do Acre, Alan Rick, anunciou nesta sexta-feira, 26, durante entrevista ao programa Gazeta Entrevista, que vai se filiar ao Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
“Vou falar em primeira mão. Muita gente já especulava, mas anuncio hoje: nós vamos para o Republicanos, o 10. O partido nos fez o primeiro convite, ainda lá atrás, seguido pelo Novo, pelo MDB e pelo PSD. Avaliamos toda a conjuntura política e, acima de tudo, houve um pedido especial do governador Tarcísio de Freitas, com quem estive recentemente em São Paulo para conversarmos sobre gestão e projetos que podem dar certo também no Acre”, disse Alan Rick.
O senador destacou ainda que o MDB mantém proximidade política com seu grupo e não descartou a possibilidade de uma federação entre os dois partidos. Ele citou nomes como a pré-candidata ao Senado, Mara Rocha (Republicanos), e as lideranças do MDB, Jéssica Sales e Marcos Alexandre.
Durante a entrevista, Alan Rick também comentou pautas nacionais. Sobre a PEC da blindagem, que buscava restringir a responsabilização de parlamentares, afirmou ter votado contra a proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
“Foi uma tentativa ruim de criar uma blindagem total para parlamentares que cometem crimes comuns. Isso é inaceitável do ponto de vista da legalidade, da moralidade e da Constituição. O Senado é a casa revisora e cumpri meu papel votando contra”, declarou.
Outro tema abordado foi o debate sobre anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Alan Rick se manifestou favorável à medida, comparando-a à anistia de 1979, durante o regime militar.
“Assim como houve anistia na época da ditadura, quando muitos também cometeram crimes graves, o Brasil precisa pacificar essa situação. Os envolvidos em depredação e invasão devem responder por seus atos, mas com a dosimetria correta das penas. Não podem ser tratados como terroristas. A anistia é necessária para devolver paz ao país”, defendeu.






