Ocorrências de incêndios caem mais de 80% no Acre em agosto, aponta Corpo de Bombeiros

Estado registra a maior redução dos últimos anos, mas seca severa mantém risco de incêndios e levou à suspensão da queima controlada.

O Acre registrou em agosto uma redução histórica no número de ocorrências de incêndios. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram 342 chamados neste ano, contra 1.997 em agosto de 2024 — uma queda de 82,87%.

A queda também foi confirmada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Dados do satélite Aqua mostram que, entre 1º de janeiro e 30 de agosto, foram contabilizados 577 focos de calor no estado, contra 2.654 no mesmo período de 2024, representando redução de 78%.

Atuação preventiva

Apesar da diminuição, o Corpo de Bombeiros destacou que a atuação segue intensa. De janeiro a agosto de 2025, foram atendidas 1.471 ocorrências, somando não apenas os combates diretos, mas também rondas e ações preventivas.

“Mesmo que o número de focos seja pequeno, nós estamos trabalhando. Se não for no combate, é na prevenção”, destacou o órgão.

Queda mês a mês

  • Maio: 11 ocorrências em 2024 → 8 em 2025 (queda de 27,27%);
  • Junho: 101 ocorrências em 2024 → 21 em 2025 (queda de 79,21%);
  • Julho: 603 ocorrências em 2024 → 163 em 2025 (queda de 72,97%).

Queima controlada suspensa

No dia 13 de agosto, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) suspendeu, por 180 dias, a autorização para queimadas controladas. A medida leva em conta a estiagem prolongada, o baixo nível dos rios e o aumento do risco de incêndios florestais, que também afetam o abastecimento de água.

O Imac alerta que qualquer uso de fogo em áreas rurais ou urbanas deve ser evitado. Quem descumprir pode ser responsabilizado criminalmente, conforme a legislação ambiental.

Razões para a proibição

  • Risco elevado de incêndios: clima seco e quente facilita queimadas descontroladas;
  • Preservação dos recursos hídricos: rios em níveis críticos aumentam risco de crise de abastecimento;
  • Proteção à saúde pública: fumaça prejudica a qualidade do ar e pode agravar doenças respiratórias.

Acre em emergência

O Acre enfrenta uma das secas mais severas das últimas décadas. Em julho, choveu apenas 8 milímetros em Rio Branco, número muito abaixo da média.

Diante da situação, o governo estadual decretou emergência ambiental no dia 6 de agosto, mesma decisão adotada pela prefeitura de Rio Branco em relação ao Rio Acre.

Redação Juruá24horas

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