Acreana Gleice Damasceno critica operação no RJ e destaca feridas sociais

Na postagem, a ex-BBB reforça a urgência de políticas públicas voltadas à proteção de populações vulneráveis.

A acreana Gleice Damasceno, campeã do Big Brother Brasil 2018, se manifestou nesta quarta-feira, 29, sobre a megaoperação policial realizada nos Complexo do Alemão e Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ocorrida nesta terça-feira, 28 que resultou, até o momento, em mais de 130 mortes. Na postagem, a ex-BBB reforça a urgência de políticas públicas voltadas à proteção de populações vulneráveis.

Em suas redes sociais, Gleice chamou atenção para a dor das famílias que vivem à margem de direitos básicos e sofrem com a violência urbana: “A dor das famílias que vão sentir o luto por falhas de uma sociedade que parece não ter sensibilidade para enxergar a gravidade da violência sofrida pelos mais vulneráveis”, escreveu.

A ex-BBB criticou a postura de quem interpreta a denúncia de violência como defesa de criminosos, afirmando que a sociedade precisa compreender os recortes sociais e históricos do Brasil. Segundo ela, operações policiais em favelas muitas vezes geram mortes sem resultados efetivos de segurança.

“O estado do Rio de Janeiro sabe desse cenário e, mesmo assim, insiste em buscar ‘sangue’ ao invés de inteligência; pune comunidades inteiras com dores imensuráveis enquanto falha em punir, de fato, os verdadeiros responsáveis”, pontuou.

Gleice destacou que é preciso enxergar o ser humano por trás das estatísticas. “A vítima, muitas vezes, não estava ali para ‘defender bandido’, mas sim para sobreviver, ter família, ter direitos. Que possam sentir compaixão pela mãe, pelo filho, pelo vizinho que moram na beira da comunidade e que também gostariam de se sentir em segurança”, disse.

Para a acreana, a violência não será resolvida apenas com repressão. Ela defende políticas públicas que respeitem e protejam as comunidades vulneráveis. “A floresta de vulnerabilidades social, econômica e institucional não desaparece com balas. Precisam de políticas, de vidas que se escolhem proteger e de comunidades que se escolhem respeitar”.

Por Ac24horas 

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